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Negligência afundou submarino, diz ministro russo
O ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, acusou de negligência os oficiais responsáveis pelo submarino nuclear que afundou no sábado, no mar de Berents. Ele disse que a escotilha da torre de observação do submarino, que foi localizado no fundo do mar, estava aberta quando ele afundou e suspendeu o comandante da frota de submarinos da região. O K-159, da classe Novembro, tinha 40 anos e estava sendo rebocado para um estaleiro em Polyarnyy, onde seria desmontado, quando teve que atravessar uma forte tempestade. Dos dez tripulantes a bordo, apenas um foi resgatado. Dois corpos foram encontrados. Para Ivanov, o acidente foi causado por negligência, pelo que ele descreveu como o "velho hábito russo de contar com a sorte". Um ex-comandante da embarcação, o almirante da reserva Eduard Baltin, disse que o submarino sempre foi instável e que ninguém deveria estar a bordo durante a operação de reboque. O governo russo e autoridades norueguesas disseram que o monitoramento da radiação da área em que a embarcação – impulsionada por dois reatores nucleares – afundou não apontou nada de anormal até o momento. Salvatagem A Marinha russa pretende trazer o submarino de volta à superfície. Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, determinou uma "investigação completa" sobre o naufrágio, que aconteceu a cerca de cinco quilômetros da ilha de Kildin. "Estamos estudando as várias formas de trazê-lo à tona. Seguramente vamos recuperá-lo para podermos destruí-lo", disse o comandante-em-chefe da Marinha russa, Viktor Kravchenko. No entanto, analistas militares do país disseram duvidar que a Marinha tenha recursos para recuperar o submarino do fundo do mar. Ivanov disse ser impossível que algum dos sete tripulantes que afundaram junto com o submarino sejam encontrados vivos. O ministro russo quer navegar, a bordo de um cruzador russo, até o local do naufrágio assim que o tempo permitir, de acordo com Damian Grammaticas, correspondente da BBC em Moscou. A promotoria militar da Rússia abriu um inquérito para investigar as causas do acidente. Segundo as autoridades militares russas, os riscos de contaminação são pequenos, já que os dois reatores atômicos do submarino já haviam sido desligados há 14 anos, e não havia armas a bordo. O naufrágio aconteceu três anos depois da tragédia do Kursk, o submarino que afundou nos mesmos mares, matando todos os seus 118 tripulantes. |
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