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Coréia do Norte diz que vai aumentar 'barreira nuclear'
O governo da Coréia do Norte afirmou neste sábado, ao cabo de três dias de negociações multilaterais em Pequim, na China, que não tem outra saída, a não ser aumentar a sua barreira de defesa nuclear. A declaração, lida por um porta-voz do ministério do Exterior norte-coreano, diz ainda que o governo de Pyongyang não está interessado em prolongar as negociações sobre o seu programa nuclear. "As rodadas (de Pequim) nos fazem crer que não há outra maneira além de reforçar a nossa barreira nuclear como forma de autodefesa", disse o porta-voz, não-identificado pela agência de notícias oficial da Coréia do Norte, KCNA. Horas antes, o governo americano havia expressado "satisfação" com o resultado da reuniões na China, que envolveram representantes dos Estados Unidos, das Coréias do Norte e do Sul, da China e do Japão. Ao fim dos três dias de reuniões, na sexta-feira, todos os participantes concordaram em voltar a se encontrar dentro de dois meses. Antinuclear Apesar de não ter sido apresentada nenhuma declaração conjunta, os participantes tinham chegado à conclusão de que a península coreana deveria ter a energia nuclear banida. Outra conclusão a que se tinha chegado era que não deveria mais haver aumentos na tensão entre os países enquanto a solução estivesse sendo discutida. Analistas afirmam que a nota de Pyongyang deste sábado não deve ser tomada ao pé da letra, pois pode fazer parte das táticas de negociação do governo. Alguns chegaram a menosprezar as declarações deste sábado, dizendo que elas são apenas pose. A tensão na região está alta desde que a discussão sobre os planos nucleares norte-coreanos veio à tona. A Coréia do Norte quer um pacote incluindo ajuda financeira e um pacto de não-agressão em troca da desistência dos seus projetos nucleares, mas os representantes de Washington têm se recusado a aceitar a proposta. Pouco antes da divulgação da nota norte-coreana, James Kelly, assistente do secretário de Estado norte-americano disse ter ficado satisfeito com o encontro. "Tivemos uma boa visita e um início produtivo. Temos uma longa viagem à frente e não sei quando voltaremos para cá ou se será em outro lugar, mas uma solução pacífica é algo pelo qual trabalharemos", disse Kelly. |
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