|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Explosões em Mumbai deixam pelo menos 48 mortos
Pelo menos 48 pessoas morreram em duas explosões ocorridas nesta segunda-feira na cidade de Mumbai, antiga Bombaim, na Índia. As explosões ocorreram quase simultaneamente, uma delas, num dos locais mais visitados por turistas na cidade, o monumento chamado Portal da Índia. Um correspondente da BBC que estava hospedado em um hotel perto do Portal da Índia disse que algumas pessoas foram atiradas ao mar pela força da explosão, que ocorreu em uma área próxima do litoral. A segunda aconteceu em um mercado de jóias perto do templo de Mumba Devi, no centro da cidade. Cerca de 150 pessoas foram feridas. Caos Testemunhas descreveram cenas de caos após as explosões, que chacoalharam prédios e deixaram carros destruídos, estilhaços de vidro e sangue pelas ruas da cidade. "Havia pernas e mãos espalhadas dentro e em cima do meu táxi", disse um taxista à agência de notícias Reuters. "Eu escapei por milagre."
As linhas telefônicas ficaram congestionadas, com pessoas tentando entrar em contato com seus parentes e amigos para avisar que estavam bem. Nenhuma organização ou grupo assumiu a autoria dos atentados. Segundo a agência de notícias AP, a polícia indiana declarou alertas em Mumbai e em Nova Délhi, temendo mais problemas. Paquistão Mumbai foi palco de diversos ataques do tipo desde dezembro. No mais recente, em julho, três pessoas morreram em uma explosão registrada em um ônibus. A polícia acusou o grupo extremista islâmico paquistanês Lashkar-e-Toiba de estar por trás do incidente desta segunda-feira. O Lashkar-e-Toiba é também um dos dois grupos paquistaneses acusados pelas autoridades indianas de realizar o atentado de dezembro de 2001 no Parlamento em Nova Délhi, que deixou 15 pessoas mortas. O governo do Paquistão condenou os atentados desta segunda-feira em Mumbai. "Nós condenamos todos os tipos de terrorismo e eu acho que um ataque cruel como esse, contra civis, deve ser condenado da maneira mais vigorosa possível", disse o ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Masood Khan. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||