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Atualizado às: 18 de agosto, 2003 - 19h07 GMT (16h07 Brasília)
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Libéria espera assinatura de acordo de paz
Soldado de paz ao lado de rebelde do Lurd
Soldado de paz ao lado de rebelde do Lurd

Facções inimigas na Libéria esperam o rascunho do acordo de divisão de poder ainda nesta segunda-feira. A assinatura colocaria fim a anos de guerra civil.

Um negociador da África Ocidental, Mohammed Ibn Chambas, disse à BBC que todas as questões foram resolvidas em conversas que terminaram nas primeiras horas do dia.

Enquanto isso, a vida na capital da Libéria, Monróvia, está lentamente retornando ao normal depois que o principal grupo rebelde se retirou da área portuária na semana passada.

O correspondente da BBC Alastair Leithead, que está na cidade, diz que mais lojas estão abrindo, ônibus e táxis começam a retornar às ruas e comerciantes começam a reparar o estrago da guerra.

Navio

Um navio carregando ajuda à Libéria naufragou numa tempestade a caminho da vizinha Serra Leoa, de acordo com agência humanitária World Vision.

Todas as 22 pessoas a bordo foram resgatadas, mas a maioria do carregamento de ajuda humanitária avaliado em US$ 100 mil (aproximadamente R$ 300 mil) foi perdida.

"Nós esperamos que o acordo seja assinado no fim da tarde", disse Sunny Ugoh, porta-voz da Comunidade da África Ocidental (Ecowas, na sigla em inglês), que está intermediando as conversas de paz.

Um entendimento foi atingido no domingo, quando mediadores da África Ocidental ameaçaram interromper as conversas em Gana caso o grupo Liberianos Unidos para Reconciliação e Democracia (Lurd) não aceitasse o acordo.

O segundo grupo rebelde, o Movimento para Democracia na Libéria (Model), também apóia o acordo, diz Chambas.

As negociações pretendem estabelecer um governo transitório que vai assumir em outubro e levar o país a eleições democráticas em dois anos.

Ajuda ideal

Dezenas de pessoas procuram emprego no porto, recentemente abandonado pelos rebeldes do Lurd.

"Estamos vendo a paz chegar ao nosso país", disse Johnson Saryee, um motorista de caminhão desempregado.

"Hoje está melhor do que ontem, os homens armados estão indo embora. A situação está mudando gradualmente."

Os lados opostos nas conversas concordaram previamente em ajudar organizações humanitárias a ter acesso irrestrito a todas as regiões do país.

Kabineh Ja'neh, da delegação do Lurd, disse que o grupo não iria pressionar pela vice-presidência, mas que ficou combinado que o posto poderia ser disputado por qualquer um.

Um dos delegados do Lurd, George Dweh, disse: "Nós estamos fazendo isso para mostrar nosso compromisso com a resolução antecipada da crise liberiana".

"Queremos provar para o mundo inteiro que tudo isso não foi apenas uma demonstração de que o Lurd quer o poder."

No sábado, o grupo ameaçou recomeçar a batalha se não conseguisse dois postos no governo.

O presidente interino da Libéria, Moses Blah, saiu da negociação e voltou para casa em protesto contra a exigência.

Exílio

Dezenas de milhares de liberianos estão desesperadamente precisando de comida depois de semanas de luta entre o governo e as forças rebeldes.

O ex-presidente Charles Taylor partiu para o exílio na Nigéria no dia 11 de agosto numa tentativa de colocar fim a anos de conflito.

A força de paz Ecomil, da África Ocidental, está no país há duas semanas.

No domingo, mais tropas nigerianas chegaram, e a Ecomil expandiu a área sob seu controle perto de Monróvia.

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