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Ásia enfrenta falta de bilhões de camisinhas, diz OMS
A Ásia está enfrentando uma grande escassez de preservativos, aumentando o risco de um avanço na epidemia de HIV/Aids, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Caso providências não sejam tomadas imediatamente, a região - que atualmente tem 7 milhões de pessoas infectadas - deve se tornar o epicentro da epidemia mundial na próxima década. De acordo com a OMS, a Ásia precisa atualmente de bilhões de camisinhas, e o número de pessoas infectadas na Índia e na China pode chegar a 30 milhões em 2010. A organização acredita que é de vital importância promover o uso de preservativos nesses países. Vidas "Milhões de vidas poderiam ser salvas ao se fazer algo bastante simples", disse Mangai Balasegaram, assessora de imprensa da OMS. O alerta foi feito antes de um encontro regional de quatro dias em Vientiane, capital de Laos, para discutir o programa "100% uso de camisinha", que tenta introduzir esse hábito entre profissionais do sexo. Uma parcela substancial das infecções por HIV na Ásia é atribuída ao sexo pago, de acordo com a ONU. Somente a indústria do sexo na China precisaria de 1 bilhão de preservativos por ano, segundo cálculos da OMS. Pesquisas internas mostram que, atualmente, apenas 20% das prostitutas e garotos de programa chineses usam camisinha regularmente. Entretanto, as estatísticas sobre HIV/Aids na China ainda são precárias. Uma pesquisa feita em 2002 pela Associação Chinesa da Aids apontou que, mesmo em áreas urbanas, mais da metade dos que responderam à pesquisa não sabia como a doença era transmitida, ou como poderia se proteger. O programa "100% uso de camisinha", da OMS, já teve efeito na Tailândia, evitando milhões de infecções pelo HIV, de acordo com a organização. Também houve sucesso a ação no Cambodja. Um recorde de 20 milhões de preservativos teriam sido vendidos no país no ano passado e houve um crescimento de 200% nesse mercado na última década. O programa agora é levado a estabelecimentos onde há profissionais do sexo na China, Myanmar, Mongólia e Vietnã. Projetos parecidos também já foram iniciados em Laos e nas Filipinas. "O fato de que esses governos estejam se preparando para participar do programa é um grande passo à frente", disse Mangai Balasegaram. |
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