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África do Sul é alvo de pressões em encontro sobre Aids
O governo da África do Sul deve sofrer fortes pressões para alterar sua política de tratamento de pessoas com Aids numa conferência que começou em Durban neste domingo. A ministra sul-africana da Saúde deve falar na sessão da abertura, mas a recepção a ela não deve ser muito calorosa por parte de ativistas que criticam a estratégia do governo. A África do Sul tem a maior população infectada pelo vírus HIV do mundo. Organizações que lidam com o tema exigem que o país ofereça terapia com drogas antiretrovirais para impedir que milhões de pessoas soropositivas morram. Prevenção As autoridades sul-africanas, porém, se negam a adotar uma política de tratamento dos doentes. Prefere enfatizar programas de prevenção, nutrição e redução da pobreza na tentativa de conter a epidemia. A organização não-governamental Treatment Action Campaign - que obrigou o Estado a fornecer drogas para evitar que o vírus seja passado de mãe para filho - decidiu retomar uma campanha de desobediência civil para pressionar por drogas antiretrovirais aos que precisam. Esse grupo acusa a ministra da Saúde de homicído culposo pelos cerca de 600 sul-africanos que morrem de doenças ligadas à Aids todos os dias. O encontro em Durban tratará de diversas questões ligadas ao estudo e combate à Aids e ao vírus HIV. Mas a conferência pode acabar ficando à sombra do debate sobre a política estatal sul-africana. Mais de dois terços das pessoas que vivem com Aids no mundo estão na África subsaariana. O Banco Mundial alertou no mês passado que a epidemia da doença poderia levar à falência total dos países mais afetados, que perderiam a sua população de jovens adultos. |
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