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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 16h46 GMT (13h46 Brasília)
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Repórter responde perguntas de internautas sobre a viagem
Paulo Cabral
Paulo Cabral respondeu as peguntas durante a viagem

Enquanto seguia os passos do explorador Richard Burton, o repórter da BBC Brasil Paulo Cabral manteve correspondência com internautas que acompanharam a sua viagem e davam palpites sobre as suas reportagens.

Leia abaixo alguns dos melhores comentários que Paulo recebeu e as suas respostas aos internautas.

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Ten-Cel PMAL Vitorino, Cmt. Batalhão da Polícia Ambiental, Maceió (AL) - Parabéns pelo seu trabalho, que inclui muita coragem, embora recompensada pela extraordinária experiência. Muito obrigado por incluir nosso modesto trabalho em sua reportagem. Abraço e boa sorte.

Paulo Cabral -A dedicação do pequeno grupo que conheci do Batalhão Ambiental de Alagoas é de fato impressionante. A importância do trabalho é inegável. É o caso do trabalho ser incluído em uma reportagem sem necessidade de agradecimentos.

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Morgan, Maceió (AL) - Fiquei emocionadíssimo com suas descrições de viagem. Sou mineiro e fã de Sir Richard Francis Burton, que em seu livro cita seu encontro com meu tetravô George Morgan quando de sua visita, em 1865, à mina de Morro Velho, enclave inglês nas cercanias de Belo Horizonte. Sou trekkista e em Maceió faço parte da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago. Seria muito honroso recebê-lo aqui entre nós para um chopp ou mesmo um jantar. E, quem sabe, fazer uma palestra para nós, os Peregrinos do Caminho. Grande abraço do Morgan.

Paulo Cabral - Muito obrigado pelo convite. Infelizmente não foi desta vez, mas em uma futura viagem teria muito gosto em conhecer melhor o lindo estado de Alagoas com ajuda de seu grupo.

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José Luís Sampaio Barata, Rio de Janeiro (RJ) - Gostaria de saber as diferenças entre aquela época e agora.

Paulo Cabral -Dê uma olhada nos relatos da viagem. Neles, eu tento responder a sua pergunta.

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Erika L'Amour, Recife (PE) - De fato, o forró está mudando, mas diferentemente do que pode parecer, o típico forro pé-de-serra está voltando. Cantores como Petrúcio Amorim, Flávio José e Santanna são a prova disto. Esse último, particularmente, tem o mesmo estilo musical de nosso mestre Luiz Gonzaga, inclusive com uma voz bem parecida, tenta resgatar a simplicidade e musicalidade nordestina encontrada nos forrós "originais". Em Caruaru, por exemplo, encontramos vários forrós pé-de-serra, com os famosos trios de triângulo, zabumba e sanfona (algumas vezes também com o pandeiro, puxando um bom coco-de-roda). Os forrós acontecem na Vila, ao lado do pátio do forró, alguns à luz de candeeiro, onde podemos ouvir o barulho das sandálias de couro, fazendo "arrasta-pé", com a mesma peculiaridade dos antigos arraiais que aconteciam em Aracaju, animados pelo "véio Lula". O forró pé-de-serra ainda vive em Pernambuco e posso afirmar que não é apenas no interior, mas na própria capital. Em Recife, há bares com o autêntico pé-de-serra, como é o caso de Sala de Reboco e O Cangaceiro. É muito bom saber que nosso forró não foi esquecido e que podemos desfrutá-lo sem termos que ir muito longe. Quanto à "urbanização" do forró, grupos como o Fala Mansa são a prova viva de que o forró pé-de-serra ainda vive. Com o "forró universitário" ou "forró paulista", como nós chamamos, pode-se dançar o pé-de-serra, digamos, repaginado, mas ainda sim PÉ-DE-SERRA.

Paulo Cabral -Obrigado pelas explicações e pelas dicas. Vou ficar de orelha em pé atrás desse pé-de-serra repaginado.

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Alberto Fróes, Ponta Porã (MS) - Boa pauta. Uma sandália de couro e barba por fazer vão ajudar nos contatos. E claro, beba água mineral. Você está utilizando qual meio de transporte?

Paulo Cabral -Estou usando um carro (além da indispensável sandália, é claro).

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Leonir, Foz do Iguaçu (PR) - Inicialmente gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa de percorrer lugares distantes e sentir na pele as dificuldades enfrentadas pelos moradores locais. Penso que o jornalismo feito somente em redações não passa a devida credibilidade aos seus receptores. Você foi muito feliz ao iniciar esta jornada. Se puder me responder, apenas gostaria de saber o que (em termos gerais) você está sentindo como jornalista, ao enfrentar as dificuldades diárias do trajeto?

Paulo Cabral -Dá uma olhada nos textos porque eles falam também disso.

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José Ferreira Figueiredo, Diadema (SP) - Deve ser um trabalho maravilhoso e muito agradável de se fazer, parabéns pela matéria. Você é brasileiro, você viaja só, onde você reside? Quando tiver um tempo, leia e medite em Atos 16:31. Um abraço.

Paulo Cabral -Atualmente moro aqui em Londres, onde fica a sede da BBC Brasil. Nesta viagem pelo Velho Chico, contei com a companhia da produtora Tracey Logan, uma inglesa que, nesta primeira viagem dela pelo Brasil, se encantou com nosso país. Dá uma olhada no texto que ela escreveu.

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Agostinho, Maputo (Moçambique) - Eu sou de Moçambique, na África, e estou acompanhando a sua viagem pelo rio. É muito interessante para mim. Minha esposa, Betty, e meu filho, Naity, estão te desejando boa viagem. Que Deus te acompanhe. Paulo, queria saber se voce recebeu minha mensagem.

Paulo Cabral -Obrigado, Agostinho. Sua mensagem foi recebida e lida com o maior prazer. Recomendações à sua esposa e seu filho.

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Carlos Lopes, São Paulo (SP) - Achei fascinante o que você está fazendo, sobretudo pelo fato de ter terminado hoje a biografia de Burton por Edgard Rice. Esse viajante sempre me impressionou e gostaria de saber de você se existe livro dele publicado em português. Abraço e continue firme!

Paulo Cabral -Carlos, há livros de Burton publicados em português, mas em geral eles são esgotados e difíceis de achar. O livro no qual baseamos esta viagem ganhou o título em português de Viagem de Canoa de Sabará ao Oceano Atlântico (no original era Explorations of the Highlands of the Brazil) e foi publicado pela última vez em 1977 pela Editora Itatiaia e a Universidade de São Paulo.

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Homero Zanotta, Brasília - Qual a sua impressão acerca do projeto de transposição das águas do Velho Chico para irrigar parte do Sertão nordestino? Se for realizado, esse projeto transformaria o Nordeste numa nova Califórnia brasileira? Sucesso na sua missão!

Paulo Cabral -Acho essencial que a população sem água do Sertão tenha acesso a ela para beber e produzir. Acho que há vários métodos que têm de ser estudados – águas subterrâneas, cacimbas, talvez açudes etc. – e a transposição é um deles. Por princípio, sou favorável a uma partilha mais justa das águas do Velho Chico, mas acho essencial que um projeto desses leve duas coisas básicas em consideração: a preservação da fonte – no caso o rio – e o uso racional da água que for tirada dele. Tanto em uma ponta como na outra, projetos atabalhoados podem criar mais problemas do que resolver.

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Suzana Verissimo, Olinda (PE) - Oi, Paulo. Sou jornalista, correspondente da revista Exame no Nordeste e, nas férias, estou querendo viajar pelo São Francisco, da nascente até a foz. Vou sorver suas matérias como se fossem as antigas águas limpas do Velho Chico. E gostaria de abusar um pouquinho: será que você pode me dar dicas práticas, tipo "qual a melhor maneira de chegar a Pirapora" ou "não se hospede no hotel X, da cidade Y. Tem escorpião na cama"... Grande abraço e boa viagem!

Paulo Cabral -De modo geral, você não vai ter grandes problemas para viajar pelas margens do Velho Chico. Em toda o trajeto, você vai encontrar uma gente hospitaleira e muitas cidades agradáveis, com hotéis e pousadas sem escorpiões ou outros animais espreitando pelos cantos. Só tome muito cuidado com as estradas! Em alguns trechos, há risco de assaltos à noite e, em muito outros, o asfalto se perdeu no meio de inúmeros buracos (crateras, melhor dizendo), que por vezes paracem que vão engolir o carro.

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