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Atualizado às: 12 de agosto, 2003 - 23h52 GMT (20h52 Brasília)
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EUA condenam ataques suicidas contra Israel
Policial israelense tenta isolar um dos locais atacados
Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas nos ataques

Os Estados Unidos condenaram os dois ataques suicidas contra Israel, que fizeram com que o governo israelense lançasse um alerta de que poderia congelar o plano de paz.

Dois grupos militantes palestinos assumiram a responsabilidade pelos ataques que deixaram quatro pessoas mortas, em Israel e na Cisjordânia, nesta terça-feira.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse, nos Estados Unidos, a um grupo de estudantes israelenses e árabes que o círculo de ataques e retaliações deve parar.

O governo americano fez um novo apelo para que a Autoridade Palestina combata o que chamou de redes de terror operando de dentro dos territórios palestinos.

A Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiu o ataque a um shopping center num subúrbio de Israel. O Hamas disse ter sido o responsável pelo atentado ao assentamente judaico, na Cisjordânia.

Adolescentes

Os dois grupos disseram ter realizado as ações como forma de retaliação específica a um ataque de Israel que deixou dois palestinos mortos na semana passada.

Apesar dos ataques, representantes do Hamas dizem que ainda estão respeitando o cessar-fogo que paz parte do plano de paz.

Nos ataques da terça-feira, um israelense de 43 anos de Rosh Haayin, que estava comprando alimentos para o café da manhã, e um jovem de 18 anos, que estava parado em um ponto de ônibus no assentamento judaico de Ariel, foram mortos.

Os familiares dos dois suicidas que realizaram os ataques disseram que eles eram adolescentes, moradores do campo de refugiados de Askar, em Nablus, cena da operação israelense da semana passada.

Condenações

Os ataques foram condenados tanto pelo primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, como pelo líder israelense, Ariel Sharon.

"O nosso desejo sincero e genuíno é de caminhar em direção à paz", disse Sharon a um grupo de estudantes judeus americanos.

Mas ele afirmou que, enquanto os militares não forem disarmados, "será impossível ir adiante".

Israel adiou a libertação de 76 prisioneiros palestinos – que deveria ter ocorrido na terça-feira. Eles já haviam entrado nos ônibus quando foram ordenados a voltar para a prisão.

"Em princípio, o governo israelense está comprometido com a libertação de prisioneiros, e eu acredito que continuará a fazer isso", afirmou Zalman Shoval, um assessor do primeiro-ministro israelense.

Mahmoud Abbas – também conhecido como Abu Mazen – condenou os ataques suicidas de terça-feira, mas afirmou que eles haviam sido provocados pelas operações israelenses em territórios palestinos.

"A trégua corre o risco de acabar se Israel continuar os ataques contra palestinos", disse Abbas à agência de notícias AFP.

Segundo ele, os grupos militantes palestinos ainda estão comprometidos com o processo de paz.

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