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Russo prefere Guantánamo a julgamento em seu país
Um russo que está preso na base de Guantánamo afirma que prefere ficar na criticada prisão militar americana a voltar para o seu país, onde, segundo eles, as condições carcerárias são muito piores. Em uma carta enviada para sua mãe, e publicada pelo jornal Gazeta, Ayrat Vakhitov afirma que nem mesmo “um sanatório na Rússia resiste à comparação” com a prisão de Guantánamo. “Ninguém aqui está sendo espancado ou humilhado”, disse Vakhitov, que foi detido pelos americanos no Afeganistão sob a acusação de estar envolvido com terrorismo. Sua mãe, que vive na República Autônoma da Tartária, se opõe fortemente a que o prisioneiro seja extraditado de volta à Rússia – ao contrário das famílias de prisioneiros de outros países, como a Grã-Bretanha e a Austrália. “Eu tenho medo das prisões e dos tribunais russos”, disse ela. Julgamento Vakhitov, que tem origem chechena, passou um ano em uma prisão russa antes de ir para o Afeganistão, onde, segundo sua mãe, foi preso primeiro pelo Talebã, depois pelos americanos. A opinião é dividida pela mãe de Rasul Kudayev, um russo da República de Kabardino-Balkária que também está preso em Guantánamo. O embaixador americano em Moscou, Alexander Vershbow, disse que o seu governo está disposto a extraditar os prisioneiros russos, sob a condição de que eles sejam julgados pela Justiça russa. Os americanos estão mantendo 680 prisioneiros de 42 países na base de Guantánamo, que fica em Cuba. Enquanto os russos estão contentes com o tratamento recebido, grupos de defesa de direitos humanos têm criticado a forma como vêm sendo mantidos os prisioneiros. |
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