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Busca de armas no Iraque evoluiu, diz assessor da CIA
O principal representante do governo americano responsável pela busca de armas de destruição em massa no Iraque deu a entender que poderão ser reveladas surpresas em breve. David Kay, que trabalha como assessor especial da CIA (Central de Inteligência Americana), disse que sólido progresso vem sendo feito na busca das armas que as autoridades americanas acreditam que foram produzidas no Iraque. Nós encontramos novas evidências de como eles (as autoridades iraquianas) enganaram com sucesso os inspetores da ONU e esconderam coisas continuamente deles, disse Kay, depois de falar a portas fechadas em uma reunião de um comitê do Senado americano, em Washington. A estratégia adotada para enganar (os fiscais) é verdadeiramente incrível (...). Há pessoas que participaram do esquema para enganar os inspetores que agora estão nos dizendo como fizeram isso. Segredo David Kay, no entanto, se recusou a revelar se foram ou não encontradas as armas de destruição em massa do Iraque, cuja suposta existência foi usada como justificativa pelos governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para iniciar a ofensiva militar contra o Iraque.
Ex-inspetor de armas da ONU, Kay foi enviado ao Iraque pela CIA para chefiar as buscas. O assessor teria dito aos senadores que a maior parte das investigações tem sido feita em áreas identificadas pelos próprios iraquianos, que não faziam parte da lista de locais suspeitos compilada pelos Estados Unidos. O correspondente da BBC em Washington Rob Watson disse que não há, atualmente, assunto mais delicado na capital americana do que a busca de armas de destruição em massa no Iraque. No entanto, segundo Watson, David Kay disse que o povo americano não deveria ficar surpreso com nenhuma surpresa. Um senador democrata que faz parte do comitê que ouviu Kay, John Rockfeller, advertiu que foi a descoberta de armas de destruição em massa no Iraque, e não de planos para construí-las, que justificou a guerra para afastar do poder o presidente iraquiano Saddam Hussein. Programas (de arma) não adiantam (...) Foi sobre as armas que nos falaram. Eu quero ver a legitimação, no sentido de que fomos à guerra pelas razões certas, e essas razões seriam as armas de destruição em massa, disse o senador. |
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