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Atualizado às: 30 de julho, 2003 - 08h47 GMT (05h47 Brasília)
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Iraque recebe 1º grupo de refugiados desde a guerra
Iraquianos deixam Basra antes da invasão britânica
Iraquianos que deixaram país durante a guerra começam a voltar

O primeiro grupo organizado de refugiados iraquianos desde o fim da guerra deve voltar nesta quarta-feira ao seu país.

O grupo, de 244 pessoas, deixou o campo de refugiados de Rafha, no norte da Arábia Saudita, de ônibus nesta terça-feira à noite e é composto principalmente por homens que estavam fora do Iraque havia anos.

No entanto, trata-se de um pequeno contingente dos cerca de 900 mil iraquianos que fugiram do seu país nos últimos anos.

O Alto Comissariado para Refugiados da ONU (ACNUR) – que está coordenando o repatriamento – alerta que a falta de segurança no Iraque impede grandes fluxos humanos no momento.

2004

A organização estima que um retorno maior de pessoas só será possível em 2004, quando espera que a situação do país tenha se estabilizado.

"O ACNUR está satisfeito com o primeiro grupo de refugiados voltando para casa, mas os retornos precisam ser mantidos em volume reduzido e administrável por algum tempo", afirmou Kamel Morjane, uma representante do órgão.

O repatriamento do grupo de Rafha foi feito em meio a pressões dos refugiados que, desde o fim da ofensiva militar, em abril, têm pedido para voltar ao país. Alguns chegaram a fazer greve de fome para forçar seu retorno.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o destino do primeiro comboio - composto por cinco ônibus e caminhões, levando pertences pessoais - é a cidade de Basra, no sul do Iraque.

Os últimos refugiados a deixar o campo havia partido em dezembro, quando os movimentos de refugiados cessaram por causa das expectativas de uma ofensiva militar americana.

Kris Janowski, também do ACNUR, diz que embora a ONU não esteja encorajando iraquianos a voltar neste momento, a organização está disposta a ajudar aqueles que quiserem.

No entanto, a organização praticamente descartou a possibilidade de repatriamentos para Bagdá.

A organização estima que, dos estimados 900 mil iraquianos no esterior, até 500 mil – refugiados principalmente no Irã, na Jordânia e na Arábia Saudita – devem pedir sua assistência para retornar para casa.

Até o final do ano, mais de 3,6 mil dos 5,2 mil refugiados iraquianos de Rafha devem ser repatriados, de acordo com estimativas da ACNUR. A instalação chegou a abrigar 33 mil iraquianos.

O auge do fluxo de refugiados deixando o país ocorreu no final da Guerra do Golfo, em 1991.

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