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Iraque recebe 1º grupo de refugiados desde a guerra
O primeiro grupo organizado de refugiados iraquianos desde o fim da guerra deve voltar nesta quarta-feira ao seu país. O grupo, de 244 pessoas, deixou o campo de refugiados de Rafha, no norte da Arábia Saudita, de ônibus nesta terça-feira à noite e é composto principalmente por homens que estavam fora do Iraque havia anos. No entanto, trata-se de um pequeno contingente dos cerca de 900 mil iraquianos que fugiram do seu país nos últimos anos. O Alto Comissariado para Refugiados da ONU (ACNUR) que está coordenando o repatriamento alerta que a falta de segurança no Iraque impede grandes fluxos humanos no momento. 2004 A organização estima que um retorno maior de pessoas só será possível em 2004, quando espera que a situação do país tenha se estabilizado. "O ACNUR está satisfeito com o primeiro grupo de refugiados voltando para casa, mas os retornos precisam ser mantidos em volume reduzido e administrável por algum tempo", afirmou Kamel Morjane, uma representante do órgão. O repatriamento do grupo de Rafha foi feito em meio a pressões dos refugiados que, desde o fim da ofensiva militar, em abril, têm pedido para voltar ao país. Alguns chegaram a fazer greve de fome para forçar seu retorno. Segundo a agência de notícias Associated Press, o destino do primeiro comboio - composto por cinco ônibus e caminhões, levando pertences pessoais - é a cidade de Basra, no sul do Iraque. Os últimos refugiados a deixar o campo havia partido em dezembro, quando os movimentos de refugiados cessaram por causa das expectativas de uma ofensiva militar americana. Kris Janowski, também do ACNUR, diz que embora a ONU não esteja encorajando iraquianos a voltar neste momento, a organização está disposta a ajudar aqueles que quiserem. No entanto, a organização praticamente descartou a possibilidade de repatriamentos para Bagdá. A organização estima que, dos estimados 900 mil iraquianos no esterior, até 500 mil refugiados principalmente no Irã, na Jordânia e na Arábia Saudita devem pedir sua assistência para retornar para casa. Até o final do ano, mais de 3,6 mil dos 5,2 mil refugiados iraquianos de Rafha devem ser repatriados, de acordo com estimativas da ACNUR. A instalação chegou a abrigar 33 mil iraquianos. O auge do fluxo de refugiados deixando o país ocorreu no final da Guerra do Golfo, em 1991. |
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