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Atualizado às: 25 de agosto, 2003 - 14h01 GMT (12h01 Brasília)
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Descoberta de Lejeune inaugurou uso de genética na medicina

Andrew and Helen, ingleses que nasceram com a síndrome de Down
A síndrome de Down é a anomalia genética mais comum do planeta

A medicina moderna registra a existência de três mil síndromes cromossômicas e, a cada ano, novas anomalias genéticas são identificadas.

A mais comum de todas é a condição reconhecida, pela primeira vez, pelo médico inglês John Lagdon Down (1832 – 1896).

Foi em 1866 que Langdon Down, durante seu trabalho com doentes mentais, percebeu a existência de grupos distintos entre os internos de um hospício.

Seguindo a tendência da ciência na época, Langdon Down atribuiu as características físicas e mentais de cada grupo distinto observado por ele a grupos étnicos, como os caucasianos, os negróides e os mongólicos.

Mongolismo

Neste último grupo estariam as pessoas que nasceram com a síndrome que ele definiu como "mongolismo" e que o médico inglês descreveu assim:

"Eles têm o rosto mais achatado e largo, as bochechas são redondas e a distância entre os olhos maior do que o normal. A lingua é maior e a pele tem menos elasticidade, dando a impressão de ser mais larga do que o corpo", escreveu Down.

Apesar de o tom de seus estudos ser, hoje em dia, considerado racista, já que ele considerava a síndrome como um sinal da deterioração da raça humana, o legado deixado por este médico inglês é, até hoje, fonte de referência para os estudos da síndrome da Down cujo nome foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 1965.

Jerome Lejeune
Em 1958, Lejeune descobriu a presença de cromossomo extra

Esta foi a primeira vez que a genética foi usada para a compreensão do ser humano já que, até então, este ramo da ciência era usado basicamente na botânica como explicou o presidente da Fundação Lejeune, Jean Marie Le Méné.

"Ao descobrir a origem cromossômica da síndrome de Down, o professor Lejeune mostrou a ligação entre a genética e as doenças humanas. Esta conclusão indicou também que quando nós entendermos melhor o papel bioquímico de diferentes partes dos cromossomos do par 21, vai ser possível, um dia, criar um tratamento para devolver, a estas crianças, as potencialidades que elas têm mas que, por causa desta espécie de curtocircuito, elas não podem expressar", acredita Le Méné.

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