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Atualizado às: 31 de julho, 2003 - 09h01 GMT (06h01 Brasília)
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Anistia Internacional denuncia repressão em Cuba
Fidel Castro
Fidel Castro está no poder desde 1959

A organização não-governamental Anistia Internacional manifestou preocupação com o que chamou de "repressão sem precedentes aos direitos humanos em Cuba".

Durante uma atualização de seu informe sobre a ilha, apresentada em Madri, a Anistia disse que a situação em Cuba vem piorando nos últimos meses.

Segundo a organização, o informe é uma avaliação independente do que está ocorrendo na ilha com relação aos direitos humanos.

A Anistia pediu a autoridades cubanas que liberem de forma "imediata e incondicional" todos os 75 presos políticos detidos em março durante uma ofensiva do governo de Fidel Castro contra dissidentes no país.

Os ativistas exigiram ainda o fim do que classificaram como formas de intimidação contra dissidentes "que pretendiam unicamente exercer seus direitos fundamentais".

De acordo com o diretor da Anistia Internacional na Espanha, Esteban Beltrán, existe efetivamente um clima de hostilidade com relação a Cuba promovido por vários governos, mas o fato de outros países terem se oposto às prisões de dissidentes políticos deve-se à onda de repressão, a mais intensa nos últimos 20 anos.

Ajuda

Já o governo cubano diz que as prisões foram um ato de prevenção.

Segundo autoridades da ilha, a maioria dos condenados estava "trabalhando com os Estados Unidos para desestabilizar o governo de Fidel Castro".

Os Estados Unidos, a ONU (Organização das Nações Unidas) e a União Européia estão entre os representantes da comunidade internacional que desaprovaram a onda de repressão contra os dissidentes.

Durante um discurso, no fim de semana em Santiago de Cuba, para comemorar os 50 anos do começo da revolução cubana, Fidel Castro disse que seu país não precisa da ajuda da União Européia para sobreviver.

Em resposta, um representante do bloco disse que a declaração era infeliz, e que a União Européia continuaria ajudando a ilha mesmo assim.

Até recentemente, a ajuda destinada pela União Européia a Cuba era considerada vital pelo governo de Fidel.

A economia cubana tem enfrentado problemas desde o colapso da ex-União Soviética, em 1991, quando o apoio financeiro externo que a ilha recebia foi cortado.

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