BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 30 de julho, 2003 - 11h23 GMT (08h23 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Volta de refugiados ao Iraque é cercada de emoção
Retorno foi marcado por reencontro de famílias
Retorno foi marcado por reencontro de famílias

O primeiro grupo de refugiados iraquianos desde a guerra retornou nesta quarta-feira ao país, em meio a recepções emocionadas de familiares.

"Sinto que a minha alma retornou ao meu corpo", disse Ali Salman, ao pisar na cidade de Umm Qasr, no sul do Iraque.

Salman é um dos iraquianos que deixaram o campo de refugiados de Rafha, no norte da Arábia Saudita, na terça-feira. A maior parte do grupo era composta de homens, que estavam no exílio há 13 anos.

Mohammed Qaseem, de 35 anos, foi receber o irmão Abdul-Karim, que havia deixado a cidade de Kurnat Ali, em 1991.

Apesar das tentativas da polícia de afastá-lo do ônibus, Qassen conseguiu beijar o irmão pela janela.

"A mãe e o pai dele morreram e ele ainda não sabe."

O comboio de Rafha deverá ser seguido de outros da Arábia Saudita, a cada dez dias. Repatriamentos de refugiados iraquianos no Irã também devem começar em breve.

No entanto, esses grupos representam um pequeno contingente dos cerca de 900 mil iraquianos que fugiram do seu país nos últimos anos.

O Alto Comissariado para Refugiados da ONU (ACNUR) – que está coordenando o repatriamento – alerta que a falta de segurança no Iraque impede grandes fluxos humanos no momento.

2004

A organização estima que um retorno maior de pessoas só será possível em 2004, quando espera que a situação do país tenha se estabilizado.

"O ACNUR está satisfeito com o primeiro grupo de refugiados voltando para casa, mas os retornos precisam ser mantidos em volume reduzido e administrável por algum tempo", afirmou Kamel Morjane, uma representante do órgão.

O repatriamento do grupo de Rafha foi feito em meio a pressões dos refugiados que, desde o fim da ofensiva militar, em abril, têm pedido para voltar ao país. Alguns chegaram a fazer greve de fome para forçar seu retorno.

Os últimos refugiados a deixar o campo havia partido em dezembro, quando os movimentos de refugiados cessaram por causa das expectativas de uma ofensiva militar americana.

Kris Janowski, também do ACNUR, diz que embora a ONU não esteja encorajando iraquianos a voltar neste momento, a organização está disposta a ajudar aqueles que quiserem.

No entanto, a organização praticamente descartou a possibilidade de repatriamentos para Bagdá.

A organização estima que, dos estimados 900 mil iraquianos no esterior, até 500 mil – refugiados principalmente no Irã, na Jordânia e na Arábia Saudita – devem pedir sua assistência para retornar para casa.

Até o final do ano, mais de 3,6 mil dos 5,2 mil refugiados iraquianos de Rafha devem ser repatriados, de acordo com estimativas da ACNUR. A instalação chegou a abrigar 33 mil iraquianos.

O auge do fluxo de refugiados deixando o país ocorreu no final da Guerra do Golfo, em 1991.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade