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Crianças cubanas encenam ataque a quartel
Crianças cubanas encenaram hoje o ataque ao quartel de Moncada, que há 50 anos iniciou o processo que levou Fidel Castro ao poder. O ataque realizado em 26 de julho de 1953 falhou - quase metade dos cerca de 120 rebeldes envolvidos foram mortos - mas é considerado um marco do início da revolução cubana. O presidente discursou para cerca de 10 mil convidados que foram ao quartel. As comemorações devem ter fogos de artifício, festas culturais e uma aparição do menino Elián Gonzalez, a criança que protagonizou uma disputa entre os Estados Unidos e Cuba há três anos. "A história me absolverá" Quando Castro liderou o ataque ao quartel de Moncada ele era um jovem advogado de 26 anos. Os 120 revolucionários foram esmagados pelos cerca de 800 soldados que guardavam a instalação e Fidel Castro foi preso e levado a julgamento. "Condenem-me que isto não importa. A história me absolverá", foi uma das frases ditas por ele em um discurso no tribunal que se tornou um manifesto da revolução cubana. Ele foi sentenciado a 15 anos de prisão mas libertado em uma anistia dois anos depois. Problemas Mas Cuba está comemorando os 50 anos de aniversário do início da revolução de Fidel castro em meio a descontentamento interno e pressões externas por causa de abusos de direitos humanos. No dia 26 de julho de 1953, rebeldes comunistas atacaram o importante quartel do Exército em Moncada. A missão falhou, mas lançou a revolução que levou Castro ao poder. O aniversário levou analistas a mais uma vez questionar os problemas e o futuro do país. Condenação Apesar da explosão de negócios no setor de turismo depois da crise econômica de meados dos anos 90 , a vida para a maioria dos cubanos continua difícil. As porções de alimentos distribuídas mensalmente duram apenas duas semanas, o fornecimento de água e eletricidade é precário, e os salários pagos pelo estado são muito baixos. O presidente Castro foi recentemente condenado pela comunidade internacional ao prender, em abril, 75 dissidentes políticos, depois de um aumento de apoio por parte dos Estados Unidos a seus oponentes. Castro não mostrou arrependimento. "Quem lida com os problemas enfrentados nas egoístas, alienadas, alienadoras sociedades capitalistas?", questionou. Revolução morta? Os 400 mil cubanos que vivem na Flórida o local mais procurado por aqueles que tentam deixar Cuba não deverão comemorar neste sábado. Sob a manchete "Um Aniversário de Tirania", o jornal Miami Herald afirma em seu editorial que o legado de Castro não é motivo de orgulho. "Meio século depois que o diligente de 26 anos entrou no cenário mundial ao liderar um ataque fracassado ao quartel de Moncada, a sua revolução está morta", afirma o jornal. À medida em que Fidel Castro chega perto de seus 77 anos comemorados em agosto muitos cubanos também começam a se perguntar quanto tempo ele ainda ficará no poder e o que acontecerá quando ele morrer. Resignação "Há uma sensação de resignação na ilha, porque ninguém sabe realmente como Cuba poderá sair do buraco em que se meteu", disse o cubano Eusebio Mujal-Leon, que vive em Washington, à agência de notícias Reuters. A face política de Cuba mudou para sempre na noite em que Castro liderou o ataque à mais importante base militar do ditador de direita, o corrupto presidente Fulgencio Batista. Na época, as forças governamentais pareciam ter conseguido controlar o levante muitos rebeldes foram perseguidos e mortos, e Castro e seu irmão foram presos. Em 1959, a revolução de Fidel Castro conseguiu derrubar o presidente Batista. Castro é o presidente do país desde então, fazendo com que ele seja o líder que está há mais tempo no poder em todo o mundo. |
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