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Atualizado às: 26 de julho, 2003 - 23h54 GMT (20h54 Brasília)
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Combates avançam para o leste na Libéria
As condições de vida pioram a cada dia na capital Monróvia
Muitos civis estão morrendo com os combates na Libéria

Os combates avançaram em direção ao leste da Libéria depois que um ataque com um morteiro a uma igreja na capital, Monróvia, deixou pelo menos três mortos.

O ataque ocorreu apesar do cessar-fogo declarado pelos rebeldes na sexta-feira, logo depois de os Estados Unidos terem afirmado que iriam enviar navios de guerra para a costa do país.

Em um discurso na tarde deste sábado, o presidente Charles Taylor voltou a dizer que deixará o cargo assim que que as tropas internacionais de paz chegarem ao país.

"Que ninguém fique com dúvidas sobre 'se o presidente Taylor vai renunciar'. Eu vou renunciar", disse nas comemorações do Dia da Independência neste sábado.

Promessas

Correspondentes observam, no entanto, que em outras crises o presidente Taylor já havia feito tal promessa.

No discurso de sábado,Taylor garantiu que nem o vice-presidente nem o presidente do parlamento assumiriam o posto após sua renuncia - depois da qual ele partiria para a Nigéria.

A decisão americana de enviar tropas para a costa liberiana foi apaludida pela ONU, mas os Estados Unidos afirmaram que só vão dar a apoio às tropas de paz da dos países da África Ocidental.

O porta-voz do secretário geral da ONU, Fred Eckhart, disse que Koffi Annan tinha a expectativa de que os Estados Unidos viessem a fazer parte – ou até mesmo ser o país líder – de uma força de paz na Libéria.

"Os Estados Unidos ainda não estão prontos para se comprometer dessa forma. Mas esse compromisso de apoio logístico assumido com o envio dos navios é uma grande ajuda, e nós agora temos que esperar para ver o que acontecerá agora", afirmou Eckhart.

Crise humana

A instituição de caridade Oxfam afirmou que a decisão dos Estados Unidos só pode ser chamada de um sucesso quando "as forças de paz estiverem dentro da cidade, as pessoas não tiverem mais suas vidas ameaçadas, e as operações de ajuda humanitária estiverem ocorrendo normalmente".

O representante da entidade em Monróvia, Sam Nagbe, disse que os americanos "devem ter um papel de liderança em uma intervenção imediata. Há pessoas morrendo todos os dias".

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