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EUA vão permitir acesso a filhos de Saddam
Militares americanos no Iraque disseram que vão permitir que jornalistas e equipes de televisão tenham acesso aos corpos dos dois filhos de Saddam Hussein. Em mais um esforço de tentar convencer os iraquianos de que Uday e Qusay Hussein estão mortos, uma edição especial de um jornal com as fotos dos dois corpos foi distribuída no país. Normalmente, nenhum jornal é publicado na sexta-feira, dia santo para os muçulmanos. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, defendeu sua decisão de divulgar as fotos dos dois cadáveres que as autoridades americanas dizem ser de Uday e Qusay. Segundo as autoridades americanas, eles teriam sido mortos na terça-feira em uma operação militar na cidade de Mosul, no norte do Iraque. Decisão difícil No entanto, muitos iraquianos vinham questionando a informação, pedindo que os americanos divulgassem uma prova da morte dos dois irmãos. As autoridades americanas não costumam mostrar fotos de combatentes mortos, o que fez aumentar em Washington o debate que antecedeu a divulgação das fotos. O secretário da Defesa americano disse que a divulgação iria ajudar a poupar vidas dos soldados da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos que ocupa o Iraque, além de provar que o antigo regime não retorna ao poder no país.
Apesar disso, Donald Rumsfeld disse que não foi fácil tomar a decisão. De acordo com o correspondente da BBC em Washington Nick Bryant, alguns generais no Pentágono consideraram a divulgação "repugnante". "É importante para o povo iraquiano vê-los, saber que eles partiram, saber que estão mortos e que não vão voltar", disse Rumsfeld. "Eu acho que foi a decisão certa e estou feliz de tê-la tomado", completou.
Mas a dúvida continua entre os iraquianos. "Não estou convencido de que essas imagens são de Uday e Qusay", disse o contador Shant Agob, ouvido pela agência de notícias Associated Press. "Mesmo que sejam, não estou feliz. Eu teria ficado feliz se eles tivessem sido capturados vivos e levado à Justiça, perante o povo iraquiano", completou. Várias outras pessoas, porém, disseram à BBC em Bagdá que acreditavam nas imagens. |
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