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Explosão de morteiros mata mais de 60 na Libéria
Mais de 60 pessoas morreram nesta segunda-feira depois de um bombardeio pesado em Monróvia, capital da Libéria. A explosão de morteiros começou no momento em que as pessoas aproveitavam uma trégua de 12 horas sem bombas para buscar água e mantimentos. Muitos dos corpos foram empilhados em frente à embaixada americana no país, em forma de protesto contra a falta de ação dos Estados Unidos, pouco depois da chegada de helicópteros com aproximadamente 40 soldados americanos para guardar a embaixada. Aproximadamente 4,5 mil fuzileiros navais dos Estados Unidos, posicionados no mar Mediterrâneo, estão prontos para intervir na Libéria. Cuidado O presidente americano, George W. Bush, disse que a Casa Branca está monitorando a situação com muito cuidado. Durante a tarde, os morteiros continuavam a cair no cento da cidade. Um deles atingiu parte de um prédio que faz parte do complexo da embaixada americana. Centenas de pessoas procuraram abrigo nos prédios que pertencem aos Estados Unidos. Os rebeldes, que estão tentando derrubar o presidente Charles Taylor, negaram, em entrevista à BBC, que fossem responsáveis pelo bombardeio. Os soldados americanos que chegaram à embaixada saíram de Serra Leoa. Os helicópteros também levaram jornalistas e ajuda humanitária. Os militares foram orientados a não interferir no conflito entre governo e rebeldes, mas a apenas defender a embaixada. Relatos indicam que a ONU está retirando seus últimos funcionários de Monróvia. Os liberianos pedem que os americanos cheguem e ajudem a acabar com o confronto. "Muitos de nós estão morrendo", disse um morador a um correspondente da BBC. Saques Saques generalizados foram registrados em áreas controladas pelo governo na cidade e barulhos de tiroteio foram ouvidos. Milícias que defendem o governo teriam atirado em casas, lojas e carros. O governo americano pediu um cessar-fogo imediato e quer a renúncia do presidente Charles Taylor. Taylor aceitou uma oferta de asilo na Nigéria, mas se recusa a sair antes da chegada de uma força de paz internacional. Obstáculo O tiroteio contínuo está impedindo o trabalho humanitário para ajudar feridos e desabrigados. Médicos em dois hospitais mantidos pela organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) dizem que a batalha está tornando a ajuda aos pacientes praticamente impossível. Agências humanitárias dizem que seus funcionários estão trancados em casa e têm dificuldade em chegar aos centros onde milhares de pessoas estão amontoadas e vivendo em condições subumanas. Autoridades da Defesa do Oeste da África estão reunidas no Senegal para discutir os detalhes de uma força de intervenção para a Libéria. O Exército nigeriano afirmou que está pronto para enviar mais de 750 soldados para a força. Um decisão final requer a aprovação dos ministérios das Relações Exteriores dos países, que devem se reunir na quarta-feira. |
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