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Rebeldes entram na capital da Libéria, diz governo
O governo da Libéria afirmou que forças rebeldes entraram na capital, Monrovia. Os rebeldes controlaram também a ponte St. Paul, uma das principais rotas de entrada na cidade. De acordo com o Exército liberiano, os rebeldes estão tentando agora controlar o porto. No mês passado, os rebeldes entraram duas vezes na capital. Milhares de moradores fugiram do centro da cidade por causa dos tiroteios entre soldados e rebeldes. Outros milhares de civis foram mortos nos confrontos anteriores. Desafio Mais cedo, quando os rebeldes avançavam em direção à ponte, milhares de pessoas tomaram as ruas para protestar contra os conflitos. Gritando palavras de ordem como "nós queremos paz, chega de guerra", os manifestantes estavam determinados a marchar até onde estavam os rebeldes, mas foram contidos pelas tropas do governo. Os líderes rebeldes que participam das negociações de paz, em Gana, disseram que seus homens estão apenas se defendendo, tentando retomar o território que dominavam quando um cessar-fogo foi determinado, no mês passado. Supervisores do processo de paz devem ir à Libéria em breve para determinar o mapa de controle do país. Tanto rebeldes quanto o governo esperavam que os Estados Unidos enviassem tropas de paz. Forças de paz Mas o governo americano condicionou o envio de tropas à renúncia do presidente, Charles Taylor. De acordo com um enviado da ONU, os Estados Unidos não vão decidir nada até que uma força composta por países da África ocidental esteja posicionada. A Libéria, no oeste aficano, é a república mais antiga do continente foi fundada por escravos americanos libertados em 1822 e tem enfrentado uma guerra civil nos últimos vinte anos. Em 1989, após várias rebeliões, houve um novo levante da oposição, sob a liderança do atual presidente Charles Taylor e seu grupo Frente Patriótica Nacional da Libéria. Essa batalha durou até o fim de 1996. Em 1997, ele foi eleito presidente, em eleições consideradas livres por observadores internacionais. Porém, Taylor é acusado de operar como um comandante militar na Presidência e fez inimigos entre políticos oponentes e grupos étnicos. O grupo Liberianos Unidos para a Reconciliação e Democracia (Lurd) está no centro dos atuais conflitos. Antes baseados em Gana, eles já ocupam parte da Libéria e tentam controlar Monrovia. Em junho, Taylor foi condenado pelo tribunal de crimes contra a humanidade por sua atuação na guerra. Taylor teria sido o maior incentivador dos rebeldes de Serra Leoa durante uma guerra brutal que durou dez anos e terminou em 2002. |
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