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Saddam não organiza ataques, diz Bremer
O administrador civil do Iraque, Paul Bremer, disse que não acredita que o presidente deposto Saddam Hussein esteja organizando os ataques que deixaram cerca de 40 soldados americanos mortos no Iraque desde maio, quando os Estados Unidos declararam o fim da principal fase de suas operações militares no país. Falando nos Estados Unidos, no primeiro retorno a seu país desde que assumiu a função no Iraque, Bremer disse que os ataques que provocaram a morte de mais dois soldados neste domingo são obra de grupos pequenos e altamente profissionais, que estão tentando sabotar a ocupação americana. Bremer disse que acredita que o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein está vivo, e que quanto antes ele seja capturado ou morto, melhor. O administrador também falou que não acha que Hussein possa angariar apoio suficiente para tentar voltar ao poder. Protestos Nos Estados Unidos, Bremer deve relatar ao presidente George W. Bush como andam os trabalhos de reconstrução do Iraque. Anteriormente, o administrador já havia advertido que a presença militar dos Estados Unidos no país pode ser por um longo período, até que o país tenha uma nova constituição e realize eleições para escolher democraticamente um governo independente e soberano. Ainda neste domingo, mais de dez mil muçulmanos xiitas iraquianos realizaram um protesto na cidade de Najaf. A manifestação foi para mostrar descontentamento com a ocupação do país por tropas americanas e em apoio a um clérigo que tem criticado a presença dos militares dos Estados Unidos. Na sexta-feira, o clérigo, chamado Moqtada Al-Sadr, criticou publicamente o conselho de governo iraquiano o grupo escolhido pela coalizão liderada pelos Estados Unidos para ajudar a governar o Iraque. Fora, fora os Estados Unidos, gritaram os manifestantes em Najaf cidade considerada sagrada para os muçulmanos xiitas e local onde o clérigo tem uma casa. Cordão humano O protesto ocorreu do lado de fora do quartel-general das forças americanas na cidade, que fica a 160 km ao sul da capital iraquiana, Bagdá. Em dado momento, imãs (clérigos) formaram um cordão humano na entrada do prédio ocupado pelos americanos, para impedir a entrada dos manifestantes e acalmá-los. No sábado, os simpatizantes de Al-Sadr haviam realizado um protesto semelhante. De acordo com o correspondente da BBC em Bagdá Jonny Dymond, a manifestação desde domingo foi uma clara manifestação de oposição dos xiitas à presença americana no Iraque. |
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