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Sharon e Abbas fazem nova rodada de negociações
O primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas devem se encontrar neste domingo para nova rodada de discussões sobre o novo plano de paz para o Oriente Médio. A reunião, que deverá acontecer depois da sessão normal do gabinete do governo israelense, será a quarta desde que Abbas também conhecido como Abu Mazen assumiu em abril. Representantes da administração palestina afirmaram que, passadas três semanas de trégua por parte de grupos militantes palestinos, Abbas deve pressionar Sharon a libertar um bom número de prisioneiros palestinos. Os dois líderes devem se encontrar com o presidente americano, George W. Bush, separadamente, nos próximos dias. Seqüestro Mas no sábado surgiram novas evidências de tensão na região quando militantes palestinos seqüestraram o governador da cidade de Jenin, na Cisjordânia, acusando-o de colaborar com Israel. Horas depois, Haider Irsheid foi libertado, depois que o grupo Brigada dos Mártires Al-Aqsa recebeu ordens do líder palestino Yasser Arafat. Irsheid, que tem 50 anos, foi levado de dentro de seu furgão por homens armados e espancado na praça central de Jenin, antes de ser transferido para outro veículo, que partiu em direção ao campo de refugiados da cidade. O seqüestro aconteceu depois que forças de segurança palestinas foram enviadas para prender atiradores do Al-Aqsa no campo de refugiados. "Ele mandou seus homens atirarem em membros da Brigada dos Mártires Al-Aqsa e tentou assassinar outros", disse o líder local do grupo, Zakariya Zubeidi, à agência Reuters. O governador é um membro antigo do grupo Fatah, de Arafat. A Brigada dos Mártires Al-Aqsa é uma facção do Fatah. O Al-Aqsa é acusado de envolvimento em vários ataques menores a alvos israelenses desde que os outros grupos militantes palestinos declararam um cessar-fogo, no dia 29 de junho. Desde o início da intifada, em setembro de 2000, dezenas de palestinos foram executados por suspeita de colaborarem com israelenses. O desarmamento de grupos militantes é uma das condições impostas pelo plano de paz, que contou com o apoio dos Estados Unidos. De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Michael Voss, a comunidade palestina está profundamente dividida sobre como lidar com o plano de paz. As diferenças atingiram o ápice quando o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, se ofereceu para renunciar ao cargo. Para Voss, o seqüestro do governador de Jenin mostra que as tensões sobre a implementação do plano de paz estão longe de serem resolvidas. |
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