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Atualizado em: 17 de julho, 2003 - 11h31 GMT (08h31 Brasília)
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'Brasil é o país das Américas mais afetado por desastres'
Carro pipa na Paraíba
Durante a seca, o carro-pipa é a alternativa no Nordeste

O Brasil é o país do continente americano com o maior número de pessoas afetadas por desastres naturais, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Cerca de 12 milhões de brasileiros foram afetados por diferentes desastres, como enchentes ou secas entre 1993 e 2002.

Nesse mesmo período, 2.056 pessoas morreram no país em conseqüência dessas mesmas causas.

Segundo a Federação, a grande população e a extensão territorial do país ajudam a explicar esses números, mas a situação é agravada pelas desigualdades sociais.

Desastres

Os números derrubam o mito de que o Brasil é um país protegido, pois a população sofre mesmo sem desastres naturais de grande repercussão, como terremotos ou furacões.

"Algumas vezes, situações de desastres naturais não têm muito impacto, muito interesse e desconhecemos o seu verdadeiro efeito", explica Philip Tamminga, porta-voz da Federação.

"Há situações de inundações, seca, fome, ou outras situações complexas que não se chamam de desastres naturais, mas se convertem em crise ou emergência humanitária".

Pobreza

A Federação não analisa as causas que levam as pessoas a serem mais afetadas por desastres, mas não há dúvidas de que a miséria piora a situação do Brasil.

"É certo que a pobreza e a falta de acesso a serviços públicos, como os de saúde, e as políticas de desenvolvimento, contribuem para criar riscos e vulnerabilidades diante de um desastre natural ou diante de outra situação que ameaça a dignidade humana", disse Tamminga.

"Nossa preocupação é salvar vidas e assegurar que podemos respeitar a dignidade do ser humano e, dar apoio para que pessoas vulneráveis tenham melhores condições de melhorar sua vida futura", acrescentou.

Como esses desastres no Brasil não causam muito impacto, o país pode estar recebendo menos apoio de agências de ajuda humanitária, segundo a Federação.

Atenção

Segundo Tamminga, a atenção dos meios de comunicação, dos governos e dos doadores, e portanto das próprias organizações de ajuda humanitária, está concentrada em certos países que despertaram a atenção do público e que têm certo interesse político.

No entanto, outras regiões do mundo onde a vulnerabilidade é grande e as crises acabam afetando um número elevado de pessoas acabam não sendo atendidas.

"O Brasil pode ser um deles. Há falta de indicadores que nos ajudem a destinar a ajuda humanitária para onde mais se necessita", diz Tamminga.

Por isso, a Federação está buscando meios de avaliar melhor o impacto das crises para direcionar a ajuda de forma mais eficaz.

"Um dos objetivos que temos é saber medir melhor as necessidades humanitárias para que possamos distribuir a ajuda humanitária de acordo com critérios de necessidade e não por interesse dos meios de comunicação ou razões políticas", explciou Tamminga.

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