BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado em: 16 de julho, 2003 - 16h15 GMT (13h15 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil e Espanha anunciam 'aliança estratégica'

Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil
Lula quer mais investimentos da Espanha no Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, acertaram nesta quarta-feira, em Madri, a criação de uma aliança estratégica entre os dois países.

Trata-se de um plano de ação para o desenvolvimento de acordos bilaterais, cooperação entre organismos multilaterais, processo de integração no Mercosul, relações Mercosul-União Européia e outras iniciativas de desenvolvimento na Area de Livre Comércio das Américas (Alca).

Ficou acertado ainda nesta reunião, na sede do Executivo espanhol, o Palácio de Moncloa, que Aznar irá ao Brasil em outubro, quando será apresentado o plano de estratégia da aliança.

Os dois líderes enfatizaram muito o papel da Espanha no processo de integração do Mercosul. "A Espanha, através de seus empresários e políticos, pode fazer muito pelo processo de integração do Mercosul. Pode fazer obras ou parcerias com o empresariado e com os governos interessados", disse Lula.

"Ferrovias"

Segundo Lula, pelos seus aspectos culturais e da lingüísticos, a Espanha deve ter um papel fundamental no processo do Mercosul, nos principais projetos de integração física da America do Sul, nas questões de obras ligadas ao setor de transportes e nos projetos que serão apresentados e definidos quando Aznar for ao Brasil.

Lula afirmou ainda que espera que o Mercosul possa seguir os exemplos da União Européia, de integração de países ricos e pobres, de tentar criar um parlamento e, "quem sabe, no futuro, uma unificação monetária como o euro, na União Européia".

Respondendo a uma pergunta sobre como o Brasil vai tratar países mais pobres como o Paraguai e o Uruguai, Lula disse: "Temos clareza de que as parcerias do Mercosul passam pelo fato de que os países mais fortes têm que ajudar os mais fracos. Se não fosse assim, a União Européia não existiria e o Leste Europeu não cresceria. O Brasil precisa ser solidário", disse.

Iraque

O assunto mais polêmico do encontro foi a posição oposta dos dois líderes na guerra contra o Iraque. A Espanha apoiou a posição americana e a guerra, e o Brasil foi contra.

"A minha posição na guerra do Iraque foi explicitada antes, durante e depois. No ano passado, eu disse ao presidente Bush que a minha guerra no Brasil era contra a fome, não contra o Iraque. Ele tinha as razões dele e eu as minhas. O tempo vai dizer quem tinha razão", afirmou Lula.

Sobre a possibilidade de uma nova participação do Brasil no G8, Lula disse que o Brasil nunca pediu para ser membro permanente desse grupo.

"Fui convidado, achei muito importante a minha participação, como a de outros países convidados, como a Argélia, a China e a Índia, mas nunca pedi para participar do G8. No dia em que for criado o G10, G12, G13, então o Brasil vai entrar", respondeu o presidente brasileiro.

Lula deve retornar ao Brasil ainda nesta quarta-feira.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade