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Atualizado em: 14 de julho, 2003 - 11h16 GMT (08h16 Brasília)
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Democracia engatinha
Ivan Lessa

Enquanto não são encontradas as armas de destruição em massa, ou como certas moças, "programa" de armas de destruição em massa, conforme já começaram a chamá-lo, na moita, por que não instaurar no Iraque, um democrático conselho administrativo que, ao mesmo tempo, cubra o imenso vácuo deixado pelo endemoninhado Saddam Hussein, e guie o país que agora engatinha seus primeiros passos incertos no caminho da democracia?

Foi o que fizeram e o que sucedeu neste fim de semana que passou.

Vinte e cinco iraquianos de diferentes grupos étnicos e religiosos (com preferência visível para os xiitas, mais ao gosto de Washington) reuniram-se pela primeira vez para discutir os problemas do Iraque e como solucioná-los.

Mais de metade do conselho é composta de exilados e, em seu total, são 13 xiitas, 5 sunitas, 5 curdos, um cristão e uma turcomana.

Trata-se do conselho administrativo iraquiano, que se deve escrever e pronunciar assim mesmo, em caixa baixa, e sem acrônimo, ao contrário da Autoridade Provisória de Coalizão (a APC), entidade que a criou numa iniciativa do administrador do Iraque, embaixador Paul Bremer.

Houve uma certa dificuldade na gestação da organização: os americanos, tão ciosos dessas coisas, hesitaram muito antes de chamar de "conselho administrativo" aquilo que, a princípio, fora batizado de "conselho consultivo".

Por quê? Porque "administrativo" dá idéia de independência. A idéia é essa: dar idéia.

Qualquer conclusão a que chegue o novo órgão estará sujeita ao carimbo de aprovação do administrador Paul Bremer, que decidirá o que é para ser feito ou achado (encontrado?). Principalmente no tocante às tais armas – perdão –ao tal "programa" de armas de destruição em massa.

Em sua primeira reunião, o conselho foi implacável: aboliu todos os feriados do regime anterior e determinou que 9 de abril, a data da queda de Saddam, e uma de suas estátuas, passa a ser feriado nacional.

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