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Atualizado em: 06 de julho, 2003 - 19h06 GMT (16h06 Brasília)
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Presidente da Libéria promete aceitar asilo na Nigéria
Olusegun Obasanjo, presidente da Nigéria, e Charles Taylor, presidente da Libéria
Obasanjo não quer que seu país seja 'assediado' por oferecer asilo

O presidente da Libéria, Charles Taylor, disse neste domingo que aceitará a oferta de asilo do seu colega nigeriano, Olusegun Obasanjo, apesar de não adiantar quando deixará o país.

O anúncio foi feito pouco depois de o presidente da Nigéria ter chegado à capital liberiana, Monrovia, para discutir o convite.

Taylor, que está sofrendo fortes pressões dos Estados Unidos para entregar o cargo, disse que quer garantir que a sua saída do país seja feita ordenadamente, para evitar um banho de sangue no país.

O correspondente da BBC na Libéria, Mark Doyle, disse que o fato de Taylor ter deixado em aberto quando deixará o país é significativo – os americanos exigem que o presidente, procurado por crimes de guerra, saia de lá imediatamente.

Força de paz

Taylor disse que só vai renunciar depois que uma força de paz liderada pelos Estados Unidos chegue à Libéria.

"Acreditamos que não é irrazoável pedir para que haja uma saída ordenada do poder", disse Taylor em entrevista ao lado de Obasanjo.

Charles Taylor, presidente da Libéria
Charles Taylor foi indiciado por crimes de guerra em Serra Leoa

Esse ponto de vista foi respaldado pelo líder nigeriano, que afirmou enfaticamente que não permitiria que o seu país fosse "assediado" por causa da decisão de oferecer asilo a Taylor.

A ONU (Organização das Nações Unidas) se opõe, em princípio, ao asilo porque isso significaria que Taylor evitaria os julgamentos por crimes de guerra no país vizinho Serra Leoa, onde, segundo as Nações Unidas, o presidente liberiano apoiou rebeldes responsáveis por atrocidades.

Os liberianos estão sofrendo os efeitos de uma dura guerra civil.

Dezenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas desde que o conflito entre o governo e os rebeldes começou, e agências humanitárias já alertaram sobre o risco de uma crise de grandes proporções no país.

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