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Presidente da Libéria impõe condições para renunciar
O presidente da Libéria, Charles Taylor, disse que esta disposto a renunciar desde que forças de paz internacionais sejam enviadas ao país. Nesta sexta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou que enviará uma equipe de peritos militares à Libéria para decidir se Washington mandará ou não suas tropas para apoiar a iniciativa de paz patrocinada por países da África Ocidental. Um porta-voz do presidente George W. Bush disse que a equipe vai trabalhar com países da região para determinar o melhor caminho de restaurar a calma na Libéria. Taylor já havia concordado em deixar o cargo em janeiro de 2004, quando termina seu mandato presidencial. Apelo A Libéria está vivendo uma guerra civil que opõe o governo de Taylor e movimentos rebeldes. No início desta semana, o presidente dos Estados Unidos pediu a Taylor que renunciasse pelo bem da paz. Nessa ocasião, a Nigéria foi mencionada como uma possibilidade de "exílio seguro". Um tribunal de Serra Leoa, apoiado pela ONU, emitiu uma ordem internacional de prisão contra Taylor com base em acusações de crimes de guerra. Existem vínculos históricos entre os Estados Unidos e a Libéria, um país que foi fundado por escravos americanos libertos. Tanto líderes da África Ocidental quanto o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, pediram aos Estados Unidos que liderassem uma força internacional no país. Nesta sexta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou um apelo à comunidade internacional com o objetivo de aliviar a situação de desespero na qual se encontram dezenas de milhares de pessoas na capital liberiana, Monróvia. Apesar de um cessar-fogo, que vigora há uma semana, vários funcionários de organizações de ajuda humanitária dizem que a situação é grave. Já começam a faltar remédios e as condições de higiene estão piorando a cada dia, com cerca de 200 mil pessoas dormindo ao relento. Diálogo As conversações entre o governo e os grupos rebeldes foram retomadas nesta sexta-feira na capital de Gana, Acra. O mediador das negociações, o ex-general nigeriano Abdulsalami Abubakar disse que espera que um governo de transição seja nomeado até 15 de julho. A pressão para que Charles Taylor deixasse o poder aumentou na quinta-feira, quando centenas de pessoas se reuniram em Monróvia para exigir sua renúncia. A comunidade internacional também tem pressionado para que seja encontrada uma solução o mais rápido possível. |
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