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Atualizado em: 17 de julho, 2003 - 00h59 GMT (21h59 Brasília)
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General admite que EUA enfrentam 'guerrilha' no Iraque
Forças dos EUA no Iraque
Soldados dos EUA no Iraque: resistência e 'guerrilha'

O chefe das operações militares dos Estados Unidos no Iraque admitiu que os ataques contra soldados americanos no país têm as características de uma "clássica campanha com estilo de guerrilha".

Os comentários foram feitos no dia em que um soldado dos Estados Unidos foi morto e um míssil foi disparado contra um avião americano de carga no país.

O Pentágono vinha até agora evitando usar a palavra "guerrilha" para descrever os ataques no Iraque, descrevendo-os como casos de violência não-coordenada promovidos por pessoas ligadas ao partido Baath, do ex-presidente Saddam Hussein.

"Acho que descrever (os últimos atos) como táticas de guerrilha é uma maneira apropriada para descrevê-los, estritamente em termos militares", disse o general John Abizaid, do Comando Militar Central dos Estados Unidos.

Guerra

"A intensidade (da violência) é baixa, mas é guerra, qualquer que seja a maneira que você descreva (os últimos incidentes)."

Abizaid fez esses comentários no momento em que soldados americanos no Iraque deram declarações à imprensa expressando frustração e medo sobre o número crescente de ataques contra alvos americanos.

 Precisamos de mais proteção. Já vimos o suficiente. Já ficamos no Iraque tempo suficiente.

Soldado americano no Iraque

Ainda nesta quarta-feira, o prefeito pró-Estados Unidos da cidade de Haditha e um de seus filhos foram mortos a tiros.

Correspondentes que estão no Iraque dizem que as forças americanas estão cada vez mais nervosas e desesperadas para voltar para casa.

Falando à imprensa, um soldado que testemunhou uma explosão que atingiu um comboio americano, matando uma pessoa nesta quarta-feira, começou a chorar.

Enquanto isso, outro soldado disparou uma rajada de metralhadora contra o chão, em sinal de revolta.

"Precisamos de mais proteção. Já vimos o suficiente. Já ficamos no Iraque tempo suficiente", disse um dos soldados viajando no comboio.

Em entrevistas à rede de TV americana ABC, outros militares americanos expressaram sua insatisfação.

"Se o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, estivesse aqui, eu pediria a ele que renunciasse ao cargo", disse um integrante da 3ª Divisão de Infantaria, baseada em Falluja, a oeste de Bagdá.

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