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Atualizado em: 15 de julho, 2003 - 10h19 GMT (07h19 Brasília)
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Uribe leva governo da Colômbia para zona de conflito

O presidente colombiano, Álvaro Uribe
Presidente vai trabalhar em Arauca durante três dias

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, vai transferir nesta terça-feira o seu escritório para a cidade de Arauca, numa região de conflito armado no nordeste do país.

Uribe deixa a capital Bogotá para trabalhar por três dias a partir da sede da 18ª Brigada do Exército Nacional. O presidente será acompanhando por cerca de 80 pessoas, entre elas muitos ministros.

As medidas de segurança foram reforçadas no local para receber o presidente.

Veículos especiais e equipamentos de comunicação via satélite foram levados a Arauca para que Uribe possa cumprir suas funções executivas sem inconvenientes.

Primeira vez

É a primeira vez que um presidente colombiano transfere a sede do governo para uma zona de conflito.

No entanto, isso não é novidade para Uribe: quando governava o Departamento de Antioquia, ele despachou por um período na cidade de Apartadó, que vivia então uma situação crítica de desordem pública.

A iniciativa de Uribe tem o objetivo de mostrar o controle do Estado colombiano sobre todo o território nacional, em especial na região de Arauca, palco de fortes enfrentamentos entre rebeldes de esquerda e paramilitares de direita.

Na primeira vez que o presidente visitou essa zona, um carro-bomba explodiu e matou um policial pouco antes de seu avião aterrissar.

"Reabilitação"

Arauca é uma das duas "zonas de reabilitação" declaradas pelo governo em setembro do ano passado, com o propósito de restaurar a ordem pública com medidas especiais de controle.

Essas medidas, porém, foram suspensas pouco depois por uma corte constitucional.

O Departamento de Arauca já passou por diversos racionamentos no serviço de energia elétrica em razão de ataques da guerrilha contra torres de transmissão.

Recentemente, a região ficou vários dias sem luz após torres serem derrubadas numa ação simultânea.

Nos últimos meses, vários carros-bomba e bicicletas-bomba mataram ou feriram civis e militares. Líderes políticos e religiosos foram assassinados nos últimos meses.

Na semana passada, a vítima foi Luis Alejandro Plazas, encarregado de organizar o processo eleitoral pelo qual serão eleitos em outubro os governantes locais e departamentais.

Petróleo

Arauca é uma região próspera de criadores de gado. É mais conhecida, sobretudo, por sua riqueza em petróleo.

É ali que começa o oleoduto Caño Limón-Coveñas, alvo freqüentes de ataques guerrilheiros.

O duto transporta 110 mil barris de petróleo por dia e é operado pela empresa americana Occidental Petroleum.

Desde janeiro, 70 membros de uma unidade especial militar dos Estados Unidos treinam os colombianos em operações de proteção ao oleoduto e combate ao terrorismo.

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