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Atualizado em: 09 de julho, 2003 - 04h51 GMT (01h51 Brasília)
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EUA liberam US$ 31,6 milhões para a Colômbia

Militares colombianos
A atuação dos militares foi aprovada pelos EUA

O Departamento de Estado americano disse que o governo colombiano está cumprindo as exigências do país na área de direitos humanos e poderá portanto receber a ajuda americana no combate ao tráfico de drogas.

Segundo um funcionário do alto escalão do Departamento de Estado, a Colômbia "reúne os critérios legais" para receber a ajuda militar de US$ 31,6 milhões.

Entre as condições exigidas pelos Estados Unidos estão a suspensão de militares vinculados com violações dos direitos humanos e o compromisso do governo de investigar suspeitos e punir culpados por essas violações.

Outra exigência importante é que o Exército rompa seus vínculos com os paramilitares e que as autoridades colaborem com a Justiça civil.

Dinheiro liberado

Com a aprovação americana, ficam liberados US$ 31,6 milhões da ajuda dos Estados Unidos, o que corresponde a 12,5% do total no ano.

Um outro desembolso de uma quantia semelhante deve ocorrer até 1º de outubro, depois que o país passar por outra avaliação da situação dos direitos humanos.

A Colômbia é o terceiro maior receptor de ajuda externa americana, atrás apenas de Israel e do Egito.

Neste ano, o país recebe US$ 252 milhões para operações militares e para a luta contra as drogas, dos quais 75% foram entregues sem a necessidade de comprovação de respeito aos direitos humanos.

Nesse total de US$ 252 milhões, no entanto, estão incluídos US$ 5 milhões que estão congelados porque a Colômbia não aprovou a imunidade para militares americanos no Tribunal Penal Internacional.

Críticas

Os Estados Unidos aprovaram o governo colombiano apesar das críticas de Organizações Não Governamentais (ONGs), como a Human Rights Watch, de que a Colômbia não está investigando militares acusados de violações dos direitos humanos nem punido os ligados a grupos paramilitares.

"Esta é a quinta vez em três anos que o Departamento de Estado americano aprova o governo colombiano, apesar das provas de descumprimento das condições exigidas", disse a Human Rights Watch em um comunicado para a imprensa.

O seu diretor-executivo para as Américas, José Miguel Vivanco, assinalou que essa decisão mostra uma "moral dupla" do governo Bush, que por um lado "castiga" a Colômbia por não dar imunidade às tropas americanas, mas por outro a "premia" por seu suposto respeito aos direitos humanos sem que os requisitos tenham sido cumpridos.

"Isso mostra de forma perversa quais são as prioridades americanas e envia uma mensagem contraditória de que se pode sacrificar a responsabilidade por fins políticos."

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