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EUA liberam US$ 31,6 milhões para a Colômbia
O Departamento de Estado americano disse que o governo colombiano está cumprindo as exigências do país na área de direitos humanos e poderá portanto receber a ajuda americana no combate ao tráfico de drogas. Segundo um funcionário do alto escalão do Departamento de Estado, a Colômbia "reúne os critérios legais" para receber a ajuda militar de US$ 31,6 milhões. Entre as condições exigidas pelos Estados Unidos estão a suspensão de militares vinculados com violações dos direitos humanos e o compromisso do governo de investigar suspeitos e punir culpados por essas violações. Outra exigência importante é que o Exército rompa seus vínculos com os paramilitares e que as autoridades colaborem com a Justiça civil. Dinheiro liberado Com a aprovação americana, ficam liberados US$ 31,6 milhões da ajuda dos Estados Unidos, o que corresponde a 12,5% do total no ano. Um outro desembolso de uma quantia semelhante deve ocorrer até 1º de outubro, depois que o país passar por outra avaliação da situação dos direitos humanos. A Colômbia é o terceiro maior receptor de ajuda externa americana, atrás apenas de Israel e do Egito. Neste ano, o país recebe US$ 252 milhões para operações militares e para a luta contra as drogas, dos quais 75% foram entregues sem a necessidade de comprovação de respeito aos direitos humanos. Nesse total de US$ 252 milhões, no entanto, estão incluídos US$ 5 milhões que estão congelados porque a Colômbia não aprovou a imunidade para militares americanos no Tribunal Penal Internacional. Críticas Os Estados Unidos aprovaram o governo colombiano apesar das críticas de Organizações Não Governamentais (ONGs), como a Human Rights Watch, de que a Colômbia não está investigando militares acusados de violações dos direitos humanos nem punido os ligados a grupos paramilitares. "Esta é a quinta vez em três anos que o Departamento de Estado americano aprova o governo colombiano, apesar das provas de descumprimento das condições exigidas", disse a Human Rights Watch em um comunicado para a imprensa. O seu diretor-executivo para as Américas, José Miguel Vivanco, assinalou que essa decisão mostra uma "moral dupla" do governo Bush, que por um lado "castiga" a Colômbia por não dar imunidade às tropas americanas, mas por outro a "premia" por seu suposto respeito aos direitos humanos sem que os requisitos tenham sido cumpridos. "Isso mostra de forma perversa quais são as prioridades americanas e envia uma mensagem contraditória de que se pode sacrificar a responsabilidade por fins políticos." |
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