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Lula quer mais relação com África
Em seu último dia em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estará mais em viagem oficial, mas continua com uma agenda pesada. Pela manhã, ele recebe representantes de centrais sindicais, dá uma audiência a membros do Núcleo do Partido dos Trabalhadores, outra a representantes da comunidade brasileira em Portugal e almoça com o presidente português, Jorge Sampaio, com quem se encontrou várias vezes nos primeiros dois dias. Lula se queixou do calor durante a visita, argumentando que só tinha ido à Europa antes no inverno. Mas, durante a entrevista que deu à noite, disse que saía satisfeito de Portugal e que esperava ser tratado em Londres e Madri, as próximas etapas da viagem à Europa, "da mesma forma que fui tratado em Lisboa". O presidente brasileiro convidou o primeiro-ministro português, Durão Barroso, para uma cúpula bilateral em fevereiro no Brasil e prometeu a assinatura de acordos nas áreas de saúde e transferência de tecnologia na viagem que fará em agosto à África. Política Externa O presidente também foi elogiado pelo primeiro-ministro português, que disse ter certeza de que "o Brasil vai dar certo". "O sucesso do presidente Lula será o sucesso do Brasil", afirmou. Para Durão Barroso, "no mundo globalizado, todos temos necessidade de amigos". "Mesmo as grandes potências precisam de amigos. E Brasil e Portugal podem construir muitas coisas no mundo. Portugal na União Européia e o Brasil como líder da América do Sul." Ao encerrar os compromissos oficiais em Portugal, Lula disse que a política externa de seu governo contempla "o longo prazo". E, neste "longo prazo", estaria também incluída uma maior aproximação com os países africanos. Segundo Lula, "nos últimos 20 anos, o Brasil deixou de explorar corretamente suas relações com a África". Infra-estrutura Na volta ao Brasil, o presidente promete a definição de projetos de infra-estrutura, financiados com recursos públicos e privados. O presidente se reúne no próximo dia 17 com empresários para discutir seu projeto. "Tudo estava dentro do nosso programa. No segundo semestre vamos fazer os investimentos possíveis e tentar captar recursos para fazer mais", esclarecendo que, na definição dos grandes preojetos de infra-estrutura, o governo vai tentar estabelecer parcerias com grandes grupos empresarias. |
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