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Rebeldes ameaçam combater forças de paz na Libéria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O principal grupo rebelde da Libéria advertiu nesta sexta-feira que vai combater qualquer força de paz internacional que desembarcar no país antes que o presidente liberiano, Charles Taylor, deixe o cargo. A União dos Liberianos para Reconciliação e Democracia afirmou que as forças internacionais de paz vão aumentar a capacidade de Taylor de se manter no poder. Os Estados Unidos ainda não se comprometeram a enviar soldados, mas Taylor disse que não vai deixar o poder antes da chegada de tropas. Uma paz frágil é mantida no país há mais de duas semanas, e o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas advertiu que centenas de milhares de refugiados liberianos em campos no subúrbio da capital ainda não têm acesso à ajuda humanitária. Decisão "em dias" A saída de Taylor do cargo, como deseja o tribunal de crimes de guerra da ONU no país vizinho, Serra Leoa, é vista pelos Estados Unidos como um passo para a restauração da paz no país. A guerra civil na Libéria já dura mais de uma década. O presidente americano, George W. Bush, em visita de cinco dias à África, enfrenta crescente pressão internacional para enviar tropas para a Libéria, fundada por escravos libertados nos Estados Unidos no século 19. O secretário de Estado americano, Colin Powell, que viaja com Bush, disse que a decisão é iminente. Assessores militares americanos estão na Libéria para avaliar as condições de segurança e as necessidades humanitárias. Nesta sexta-feira, eles visitaram o aeroporto internacional de Monróvia, capital da Libéria, para determinar se ele pode ser utilizado para trazer ajuda humanitária e suprimentos. Pressão Outra parte da missão americana está em Gana para se reunir com representantes da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental. As nações da África Ocidental querem enviar para a Libéria um contingente inicial de mil soldados nas próximas duas semanas, e estão pedindo que os Estados Unidos contribuam para a força. O presidente Bush não se comprometeu com o assunto, dizendo que não vai colocar mais pressão sobre as forças americanas já muito envolvidas no Iraque, Afeganistão e Kosovo. Nesta sexta-feira, manifestações favoráveis a Taylor foram realizadas do lado de fora das missões americana e européia na capital da Libéria em protesto contra ataques a partidários do presidente. Crise humanitária Pelo menos quatro ex-combatentes foram agredidos na semana passada, segundo membros de uma associação de veteranos. A organização exigiu que as acusações de crimes de guerra contra Taylor sejam abandonadas. Um cessar-fogo entre rebeldes e o governo foi assinado no dia 17 de junho. Pelo acordo, Taylor prometeu deixar o cargo, abrindo caminho para um governo de transição, que vai organizar novas eleições. |
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