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Atualizado em: 10 de julho, 2003 - 18h19 GMT (15h19 Brasília)
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Dúvidas sobre armas aumentam na Grã-Bretanha
Tony Blair, primeiro-ministro britânico
Posição de Blair não mudou, dizem fontes de seu Gabinete

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, ainda acredita que serão encontradas "provas concretas" dos programas de armas conduzidos por Saddam Hussein, quando ele era presidente do Iraque, segundo seu gabinete.

A posição de Blair sobre a possibilidade de existirem armas de destruição de massa no Iraque não mudou, apesar de altos funcionários do governo terem dito à BBC que não acreditam mais que elas serão encontradas.

Essas fontes dizem que acreditam que essas armas existiam, mas foram escondidas ou destruídas por Saddam Hussein antes da guerra.

A polêmica em torno dessas visões conflitantes reforça os argumentos de quem diz que Blair, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, levaram seus países à guerra sob falsas premissas.

Perigo

O ex-secretário do Exterior britânico Robin Cook disse, por exemplo, que "o Parlamento aprovou a guerra porque foi informado de que Saddam tinha armas de destruição em massa de verdade".

"O que o primeiro-ministro disse na véspera da guerra é que as armas representavam um perigo real concreto porque (Saddam) poderia usá-las ou passá-las a grupos terroristas."

Segundo o analista de assuntos de defesa da BBC, Jonathan Marcus, as crescentes dúvidas sobre as informações obtidas por serviços de segurança em torno das armas do Iraque levantam questões importantes.

"De saída, já há a justificativa política para a guerra. O governo britânico, em especial, colocou todo o argumento favorável à guerra na iminência de um ataque com armas de destruição em massa por parte do Iraque."

"Do primeiro-ministro para baixo, não havia lugar para dúvidas - o Iraque tinha armas, em alguns casos capazes de ser usadas em 45 minutos."

O líder do Partido Conservador, o maior da oposição britânica, Iain Duncan Smith, disse que, "mais do que nunca", é necessário um inquérito judicial independente sobre as evidências de armas.

A mais recente reviravolta no caso das armas veio dos Estados Unidos, onde o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, admitiu que seu país não obteve novas informações secretas sobre o arsenal bélico do Iraque antes da guerra.

Rumsfeld disse à Comssão de Forças Armadas do Senado americano que seu país apenas reinterpretou as informações existentes depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

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