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Congresso quer cortar ajuda à África durante visita de Bush
Num momento em que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirma ter um compromisso com a África durante visita oficial de cinco dias nesta semana ao continente, seus colegas republicanos no Congresso americano planejam reduzir recursos alocados para o combate à Aids e o estímulo ao desenvolvimento no continente. No ponto central do novo enfoque que o presidente dá à África estão duas iniciativas, para as quais o governo americano prometeu um aumento significativo de recursos. Bush prometeu US$ 15 bilhões para o combate à Aids, primeiramente na África, nos próximos cinco anos, e US$ 10 bilhões em ajuda extra, nos próximos três anos, por conta do programa Desafio do Milênio. Mas uma comissão da Câmara dos Representantes que determina quanto dinheiro será de fato gasto no orçamento do ano que vem, parece determinada a reduzir esses fundos em reunião que realiza na quinta-feira, ainda com o presidente em visita pela África. Operação O deputado Jim Kolbe, que preside a subcomissão de operações no exterior, disse que acredita que o Congresso americano dificilmente alocaria o montante total de recursos prometidos porque nenhuma das iniciativas estará em operação quando o ano fiscal começar. "Os montantes propostos por Bush têm como premissa que os programas já estejam em pleno funcionamento em outubro, o que não será o caso." No total, o governo Bush dedicou US$ 18,9 bilhões para ajuda externa no próximo ano fiscal, mas a Câmara só deve aprover US$ 17 bilhões, o que representaria um corte de US$ 1,8 bilhão. Jamie Drummond, diretor-executivo da Data, um grupo que faz lobby pela redução da dívida e pela ajuda externa à África, disse que os programas propostos por Bush representariam um grande compromisso do governo americano com a África, aumentando o montante enviado ao continente de US$ 1 bilhão para US$ 5 bilhões em 2006. Drummond disse ainda que seria "irônico" se a Câmara "rompesse" as promessas de Bush enquanto ele está na África. |
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