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Bush chega ao Senegal e inicia giro na África
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou nesta terça-feira à capital do Senegal, Dacar, onde inicia sua visita por cinco países do continente africano. Essa é a primeira viagem de Bush à África e a terceira de um líder americano em toda a história. Segundo fontes da Casa Branca, o giro de Bush tem o objetivo de mostrar o apoio americano ao continente. Um dos primeiros compromissos do presidente será uma visita a um local de onde, até o século 19, milhares de escravos foram embarcados para os Estados Unidos. A simbólica visita está sendo interpretada como uma manobra para ganhar os votos do eleitorado negro americano nas eleições presidenciais de novembro do ano que vem. "Açougueiro" Historicamente, o eleitorado afro-americano vota nos candidatos do Partido Democrata, uma tradição que Bush espera romper. Além de ter reuniões com o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, o presidente dos Estados Unidos também terá encontros no Senegal com líderes de seis outros países do oeste da África.
Um correspondente da BBC na região, Paul Welsh, disse que muitos políticos acreditam que Bush está mais interessado em tirar fotos com esses líderes, para causar boa impressão no eleitorado americano, do que em discutir os problemas africanos. Bush não é muito popular na África, especialmente depois de ter determinado a ofensiva militar contra o Iraque. Na segunda-feira, quando o presidente estava prestes a embarcar na sua viagem para o Senegal, manifestantes realizaram em Dacar um protesto em que chamaram o presidente americano de "açougueiro". Aids e Libéria O correspondente da BBC Matt Frei, que está acompanhando a visita de Bush no Senegal, disse que durante sua campanha para conquistar a Casa Branca Bush indicou que não considerava a África uma prioridade. Mas agora, três anos depois, o presidente americano parece ter mudado sua visão, e prometeu doar US$ 15 bilhões para o combate à AIDS no continente nos próximos cinco anos. Outra preocupação do presidente é evitar que os países africanos possam ser redutos de grupos extremistas. Ele prometeu US$ 100 milhões adicionais para combater esses grupos no continente. A questão da Libéria, país que tem profundas ligações históricas com os Estados Unidos e que enfrenta uma violenta guerra civil, também deve dominar a agenda de discussões de Bush na África. Na segunda-feira, um grupo de 20 peritos militares americanos chegou à capital liberiana, Monróvia, para avaliar as condições na região e, possivelmente, preparar o terreno para o envio de uma força mais numerosa de paz. O presidente Bush ainda não anunciou se irá ou não enviar tropas de paz à Libéria. A Nigéria um dos países que Bush deve visitar em sua viagem à África está pedindo que os Estados Unidos enviem 2 mil soldados para a Libéria. Outros 3 mil soldados africanos também fariam parte da força de paz. |
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