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Líder oposicionista do Irã é libertada da prisão na França
Maryam Rajavi, líder de um grupo de exilados iranianos na França, saiu da prisão nesta quinta-feira sob fiança. Rajavi é acusada de terrorismo pelas autoridades francesas e ainda está sob investigação. A prisão ocorreu no mês passado. Além dela, outros 150 exilados foram mandados para a cadeia - o que causou muitos protestos, incluindo auto-imolações, de iranianos na Europa. Rajavi lidera o braço político do movimento militante Popular Iraniano Mujadideen (MKO, na sigla original). Terrorismo O MKO, com tendências de esquerda, é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, pela União Européia e pelo governo do Irã. Rajavi teve que pagar 80 mil euros (aproximadamente R$ 240 mil) para sair da cadeia, de acordo com o advogado dela. Um tribunal de Paris também ordenou a prisão de outros oito membros do movimento. Um deles também teve que pagar fiança. A mesma exigência não foi feita aos demais integrantes. A decisão foi tomada contra a orientação dos promotores, que preferiam que Rajavi continuasse presa. Para os seguidores da líder, a liberdade condicional é motivo para comemoração, de acordo com a correspondente da BBC, Caroline Wyatt. Dezenas de pessoas em greve de fome na sede do grupo no bairro de Auvers-sur-Oise, em Paris, dizem que o objetivo foi atingido e que o protesto acabaria. Durante esse período, militantes chegaram a atear fogo em seus corpos nas ruas de Paris. A prisão deles foi feita depois de uma batida na sede do MKO, onde a polícia encontrou 8 milhões de euros (aproximadamente R$ 24 milhões). Rajavi e seu marido Massoud estão na lista dos mais procurados pelo regime iraniano, acusados de formar uma luta armada contra as autoridades de Teerã. |
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