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Atualizado às: 03 de julho, 2003 - Publicado às 17h22 GMT - 14h22 (Brasília)
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Perfil: Silvio Berlusconi
Silvio Berlusconi
Silvio Berlusconi começou cedo no mundo dos negócios

Silvio Berlusconi é o homem mais rico da Itália.

Se um italiano passar seu sábado fazendo compras no supermercado local, relaxando em sua casa, lendo um jornal ou assistindo a um jogo do time de futebol AC Milan na televisão, todos esses serviços podem estar sendo fornecidos por seu primeiro-ministro.

Berlusconi comanda um vasto império que inclui jornais, canais de televisão, emissoras de rádio, filmes, futebol, publicidade, empresas de seguros, alimentação e construção civil.

Para alguns italianos, o sucesso de Berlusconi como homem de negócios atesta suas capacidades - uma razão pela qual ele deve liderar o país.

Mas seu envolvimento no mundo dos negócios lhe causou uma série de problemas legais que acabaram manchando sua imagem.

Recentemente, ele teve que comparecer a um tribunal para responder a acusações de suborno de juízes - um julgamento que foi suspenso com a introdução de uma nova e controversa lei de imunidade.

Negócios

Nascido em 29 de setembro de 1936, em uma família de classe baixa em Milão, Berlusconi começou cedo a desenvolver suas habilidades para os negócios.

Durante sua juventude, ele usava seu charme para vender de tudo - de aspirador a trabalhos de faculdade - além de cantar em casas noturnas.

Mas isso era apenas o começo.

Em 1961, ele se formou em direito e começou sua carreira no vermelho, fazendo um empréstimo no banco em que seu pai trabalhava para criar sua primeira empresa, a Elinord.

Com a Elinord, uma empresa de construção civil, Berlusconi se estabeleceu como empreiteiro em áreas residenciais de Milão.

Um de seus projetos foi Milano 2, um conjunto com cerca de 4 mil apartamentos em uma área repleta de jardins, nos subúrbios do leste da cidade, no fim da década de 1960.

Dez anos depois, ele lançou uma rede de televisão a cabo local, a Telemilano.

Enquanto seu império de mídia - que agora também iclui a maior editora da Itália, Mondadori e o principal jornal diário, Il Giornale - estava sendo construído, a empresa Fininvest, de Berlusconi, já havia englobado outras 150 companhias.

Mas até então, apesar de ter amigos no governo, Berlusconi não havia feito nenhuma tentativa de entrar para a política.

Política

Entretanto, em 1993, ele decidiu fundar seu próprio partido, o Forza Itália (Força Itália). O nome foi escolhido por causa de um hino cantado pelos fãs do time AC Milan, que também pertence a ele.

Berlusconi viu sua chance aparecer quando juízes de Milão criaram a campanha "Operação Mãos Limpas", com o objetivo de acabar com a corrupção que imperava entre a classe política do país.

Em 1994, Berlusconi se tornou primeiro-ministro, formando uma coalizão com os partidos de direita Aliança Nacional e Liga do Norte.

Mas rivalidades entre os líderes dos três partidos, além do processo contra Berlusconi por fraudes fiscais em um tribunal de Milão, levaram ao colapso do governo apenas sete meses após as eleições.

Berlusconi passou os anos seguintes reorganizando seu partido.

Em 2001, ele estava de volta à cena, em uma coalizão com seus antigos aliados.

Imunidade

Mas Berlusconi continuou a ser alvo de acusações.

O mais recente julgamento envolvia denúncias de que ele tentou subornar juízes para evitar que um grupo rival controlasse uma empresa estatal da área de alimentação, na década de 1980.

Ele descreveu as acusações como "fantasiosas" e disse que foi vítima de uma campanha política de juízes de esquerda.

A imagem de Berlusconi também foi arranhada pela condenação de seu ex-advogado pessoal, Cesare Previti, em abril, por subornar um juiz para favorecer a Fininvest.

Agora, com a nova lei de imunidade - que foi aprovada pelo parlamento em tempo recorde - Berlusconi não poderá ser julgado enquanto permanecer no cargo.

Nos últimos anos, muitos italianos toleraram, e até admiraram, o lado magnata de seu líder.

Mas cerca de dois terços do eleitorado são contra a nova lei.

Políticos de oposição defendem a realização de um referendo para cancelar a lei e um tribunal de Milão contestou sua legalidade na corte constitucional.

A batalha de Berlusconi com os juízes deve continuar.

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