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Grã-Bretanha e EUA dizem que ficam no Iraque
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha dizem que não vão retirar suas tropas do Iraque apesar dos ataques sofridos recentemente. O presidente americano, George W. Bush, fez a promessa na terça-feira, depois que seis soldados americanos ficaram feridos em dois ataques separados na capital Bagdá. O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que os incidentes aumentaram a determinação de Londres e Washington de varrer os "remanescentes do regime de Saddam Hussein". Straw está visitando a cidade de Basra, no sul do país, um dia depois de um serviço em homenagem aos seis soldados britânicos mortos no mês passado. Mortes Mais de 20 soldados americanos morreram atacados por forças hostis desde o dia 1º de maio, quando o presidente Bush declarou o fim da guerra. O correspondente da BBC em Washington Justin Webb disse que políticos dos dois principais partidos americanos, o Democrata e o Republicano, estão pressionando a Casa Branca para ser "mais clara" sobre o compromisso de colocar o Iraque no rumo da democracia. A pressão ocorre depois que uma nova pesquisa de opinião pública mostrou uma acentuada queda no número de americanos que estão convencidos do sucesso da campanha no Iraque. A mais recente pesquisa - feita pelo jornal USA Today, CNN e Gallup - revela que 56% dos entrevistados acham que as coisas vão bem para as forças americanas. Um mês atrás, esse índice era de 70% e, em maio, de 86%. Numa cerimônia de juramento militar, Bush falou da "enorme e longa" tarefa pela frente. Anteriormente, ele havia enfatizado que o efetivo de 230 mil pessoas não permaneceria no Iraque além do necessário. "Como comandante, eu asseguro aos soldados que continuaremos a ofensiva contra o inimigo. E todos que atacarem nossas tropas encontrarão força direta e decisiva." O administrador americano do Iraque, Paul Bremer, classificou os recentes ataques como previsíveis e como "resposta cada vez mais desesperada" do regime deposto. Os ataques parecem ter sido coordenados localmente, sem evidência de que faziam parte da mesma campanha. Ressentimento Bush disse ainda que alguns grupos iraquianos acreditam ter encontrado uma oportunidade de forçar os Estados Unidos a sair do país "antes de estabelecer a liberdade". Mas, de acordo com o presidente, esses grupos "não tiveram sucesso, o Iraque foi liberado como prometido e os Estados Unidos vão criar um governo representativo". No Iraque, Jack Straw disse que os Estados Unidos tiveram uma área mais díficil a controlar: a região de Bagdá. A capital era o centro do regime de Saddam e permanece como base para os remanescentes do partido Baath. O correspondente da BBC Richard Galpin diz que há um "senso de ilegalidade" na cidade. Muitas pessoas estão armadas e a taxa de desemprego é altíssima. |
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