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Americano é mais Deus
Ah, dolce vita européia! Mais férias e menos trabalho, tempo livre de sobra para férias, mas não para Deus. Já foi diferente. Os protestantes europeus pegavam pesado no trabalho e batiam ponto na igreja. Há exatamente cem anos, levaram o sociólogo Max Weber, na sua famosa tese, a associar ética religiosa ao espírito do capitalismo. O euro anda dando uma surra no dólar, mas a longo prazo, na competição com os Estados Unidos, a Europa não tem a menor chance. Quem garante é o escocês Niall Ferguson, discípulo de Weber e guru financeiro dos dois lados do Atlântico. Ensina na New York University e em Oxford. Em produção por hora, os europeus estão praticamente empatados com os americanos. A grande diferença, e ela está aumentando, está no número de horas trabalhadas por ano. O alemão hoje trabalha, em média, 22% menos do que o americano. De 79 e 99, os americanos coloraram mais 50 horas de trabalho por ano, enquanto os alemães diminuíram as horas trabalhadas em 12%. As pesquisas de Ferguson mostram que há uma relação direta entre horas de trabalho e fé em Deus. Enquanto 55% dos suecos e 52% dos noruegueses são ateus ou acham que Deus é irrelevante, 82% dos americanos levam Deus a sério e vão mais à igreja até mesmo do que os irlandeses e italianos. A Europa Oriental compensa a baixa produtividade trabalhando mais horas por ano e, desde o fim do comunismo, os checos trabalham até mais horas do que os americanos mas rendem pouco. Quando entrarem na comunidade européia, terão de se ajustar à legislação trabalhista da comunidade, com mais férias e menos trabalho. O que fica faltando nas equações e pesquisas de Ferguson são os muçulmanos e judeus mais ortodoxos - dois dos grupos mais religiosos, menos trabalhadores e menos produtivos do mundo. |
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