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Atualizado às: 28 de junho, 2003 - Publicado às 19h33 GMT - 16h33 (Brasília)
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Kofi Annan quer força de paz na Libéria
O secretário-geral da ONU; Kofi Annan
Ele se junta à França na defesa da força internacional de paz

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, enviou neste sábado uma carta ao Conselho de Segurança pedindo uma força de paz para a Libéria.

No texto, ele diz que as tropas deveriam ser "imediatamente organizadas".

O mesmo apelo havia sido feito pelo ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin, que visitou Gana, país vizinho, e pediu "intervenção dos Estados Unidos".

O governo da Libéria e o grupo rebelde Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (Lurd) deram uma trégua no combate na sexta-feira.

Bombardeios

Antes disso, a capital Monróvia havia sido alvo de bombardeios pesados feitos pelo Lurd.

De acordo com a agência de notícias France Presse, Villepin disse que A França e a Grã-Bretanha haviam "assumido" suas responsabilidades em manter uma relativa paz em suas ex-colônias de Serra Leoa e Costa do Marfim e que os Estados Unidos tinham um papel a desempenhar na Libéria.

"Deve haver uma força internacional. Deixe-nos, juntos, encontrar a melhor solução", disse ele à agência.

A Libéria foi fundada por escravos americanos libertos no século 19.

O presidente do país, Charles Taylor, é acusado de crimes de guerra por ter supostamente financiado rebeldes no país vizinho de Serra Leoa durante uma guerra civil que durou 10 anos.

Washington disse que não tem planos de enviar tropas de paz ao país.

O presidente George W. Bush pediu que seu colega Charles Taylor renuncie para evitar sofrimento para o país.

O governo liberiano disse que está aproveitando o cessar-fogo para melhorar as condições de vida na capital.

Quase 300 pessoas morreram e outras mil ficaram feridas durante dois dias de intenso bombardeio no coração da cidade.

Centenas de milhares de pessoas desabrigadas estão dormindo ao relento no centro da cidade.

O preço do arroz triplicou e muitas pessoas estão vendendo seus pertences para sobreviver.

Na sexta-feira, milhares de liberianos saíram às ruas para pedir a intervenção dos Estados Unidos no conflito do país.

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