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Rebeldes mantêm cerco à capital da Libéria
Rebeldes do grupo Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd) continuam lutando pelo controle da capital da Libéria, Monrovia, depois do colapso do cessar-fogo assinado na semana passada. Há informações, porém, de que eles teriam recuado um pouco nas últimas horas. Segundo o correspondente da BBC Paul Welsh, ainda não se sabe ao certo se eles foram obrigados ou não a recuar devido à resistência das forças fiéis ao presidente Charles Taylor. Centenas de pessoas teriam sido encaminhadas a hospitais com ferimentos adquiridos na ofensiva rebelde em Monróvia - a segunda só neste mês. Paul Welsh disse que muitos morreram vítimas dos bombardeios no coração da cidade ou em decorrência de balas perdidas. Complexo residencial Os choques entre os membros da Lurd e soldados do governo estão se concentrando na zona portuária e nos subúrbios ao norte de Monróvia. O centro da cidade, porém, também está sendo bombardeado e está praticamente deserto. Um complexo residencial pertencente à embaixada americana, onde centenas de pessoas estão se refugiando dos choques, também foi atacada. O correspondente da BBC Jonathan Paye-Layleh disse que pelo menos três tiros de morteiro ou foguetes atingiram o complexo. Diplomatas americanos teriam dito que pelo menos três pessoas teriam morrido e, segundo Paye-Layleh, oito pessoas ficaram feridas. Procurado Os rebeldes decidiram abandonar o cessar-fogo depois que o presidente Charles Taylor deixou claro que não deixaria o poder pelo menos até janeiro, contrariando o que os rebeldes dizem que foi combinado no acordo de cessar-fogo. Eles também argumentam que, apesar do acordo, ele continuaram a ser atacados pelas forças do governo. A Lurd prometeu continuar atacando Monróvia até conquistar o controle completo da cidade. O presidente Taylor, por outro lado, fez um pronunciamento por rádio em que prometeu que não iria abandonar Monróvia e continuar liderando a luta contra os rebeldes. Segundo o correspondente Paul Welsh, o presidente Charles Taylor na verdade pode não ter a opção de deixar o país. Em um tribunal especial montado em Serra Leoa, Taylor é acusado de crimes de guerra, e pode ser preso se deixar o seu país. |
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