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EUA negam afirmações de Al-Sahhaf
Um porta-voz das forças americanas em Bagdá negou as afirmações do ex-ministro da Informação do Iraque Mohammed Said Al-Sahhaf de que ele foi interrogado pelo exército americano. Al-Sahhaf, que ficou famoso por insistir que o Iraque estava massacrando os Estados Unidos durante a guerra, reapareceu pela primeira vez desde o colapso do regime de Saddam Hussein em abril. Em entrevistas às redes árabes Al-Arabiya e Abu Dhabi na quinta-feira, ele disse que se rendeu aos americanos e foi liberado depois de um interrogatório. Mas um porta-voz americano afirmou que Al-Sahhaf nunca foi questionado. Contador de histórias "Ele é um hábil contador de histórias e estamos ansiosos para ouvir o que ele tem a dizer", disse um representante Comando Central militar americano. Sahhaf não está na lista dos mais procurados pelos Estados Unidos. Aparentando mais magro e abatido que três meses atrás, quando dava entrevistas coletivas diariamente, ele se negou a contar às TVs árabes detalhes sobre os dias finais da queda de Bagdá. "Ainda não chegou a hora certa de dizer o que aconteceu. Quando a história estiver pronta, então vamos falar sobre ela." Al-Sahhaf também se recusou a desmentir as informações que dava durante a guerra de que as forças iraquianas estavam "queimando os americanos em seus tanques", dizendo que seus relatos vinham de "fontes autênticas". Ele afirmou que a guerra era uma "situação difícil, não para um indivíduo, mas para todos". O ex-ministro negou ser parte do círculo íntimo de Saddam, disse que foi apenas um "profissional" fazendo seu trabalho e revelou que está escrevendo um livro. As entrevistas de Al-Sahhaf durante a guerra, sempre contradizendo a realidade, o tornaram uma figura engraçada para os países ocidentais. Ele foi chamado por comentaristas de "Otimista de Saddam" e "Ali, o Cômico" antes de desaparecer em Bagdá. Ele também ganhou uma legião de fãs. Uma página na internet dedicada a ele ficou congestionada devido aos milhares de acessos por segundo. Até mesmo o presidente americano, George W. Bush, admitiu ser uma espécie de fã, dizendo numa entrevista à rede NBC que Al-Sahhaf era "ótimo". Iraquianos Os iraquianos se dividem nas opiniões sobre o ex-ministro. "Nós simpatizávamos muito com ele. Tínhamos muita esperança que não acontecesse o que aconteceu. Mas o que fazer?", disse uma mulher à BBC em Bagdá. "A questão principal é: por que os americanos o libertaram? Ele costumava falar contra eles e contra suas informações e os descrevia com palavras muito impróprias", ponderou um iraquiano. Em abril, um jornal árabe baseado em Londres escreveu uma reportagem dizendo que Al-Sahhaf estava tentando se render às forças americanas. Mas, de acordo com o jornal, os Estados Unidos se recusavam a prendê-lo porque ele não estava na lista dos mais procurados. Um oficial curdo disse ao jornal que Al-Sahhaf estava hospedado na casa de um tio em Bagdá, sob vigilância das forças americanas. Ele afirmou que o ex-ministro ainda tentava negociar sua rendição, temendo por sua segurança em Bagdá. |
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