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Atualizado às: 25 de junho, 2003 - Publicado às 08h14 GMT - 05h14 (Brasília)
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Iraquianos massacram soldados dos EUA no futebol
Iraquiano e americano disputam lance em partida amistosa em Bagdá
Lance da goleada por 12 a 0 no estádio de Bagdá

Uma equipe de futebol formada por soldados americanos que ocupam o Iraque perdeu de goleada para um time iraquiano na noite de terça-feira.

O time da casa, o Al-Zawra, derrotou os visitantes por 12 a 0.

A partida marcou a devolução do Estádio Olímpico de Bagdá aos atletas iraquianos - o local foi usado pelos Estados Unidos como base militar nos últimos dois meses.

Apenas poucos torcedores foram autorizados a entrar para assistir ao jogo, já que os americanos temiam pela segurança de seus soldados-jogadores.

Simbolismo

Os americanos descreveram a partida como um gesto simbólico para mostrar que a vida na capital do Iraque está voltando ao normal após a guerra.

O correspondente da BBC Richard Galpin, que presenciou o jogo, disse que o resultado humilhante para os Estados Unidos não teve grande importância.

Segundo ele, o importante é que finalmente o Estádio Olímpico poderá ser usado novamente para a prática de esportes e que os atletas iraquianos poderão começar a treinar para as Olimpíadas de Atenas, no próximo ano.

A normalidade que os americanos tentaram, apresentar, porém, ainda está distante, disse Galpin. Bagdá ainda vive episódios diários de violência e sofre com a falta de serviços como luz, água e telecomunicações.

Até recentemente, o futebol do Iraque estava sob o controle do filho mais velho de Saddam Hussein, Uday, que teria mandado torturar os jogadores que ele considerava ter jogado mal.

Uday comandou de forma rigorosa o futebol iraquiano por quase 20 anos.

Espancamentos

Muitos jogadores - alguns dos quais foram obrigados a fugir do país - relataram espancamentos e humilhação pública feitas por Uday e seus comparsas pelo simples fato de terem perdido uma partida.

Eles contam que as punições prediletas de Uday eram surrá-los com varas nos pés e mantê-los trancafiados por dias.

"Aquele regime era igual ao dos nazistas, aos comunistas, em que usavam o esporte para a política", disse Ahmed al-Samarrai, diretor interino de esportes do Iraque.

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