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Atualizado às: 16 de junho, 2003 - 21h31 GMT (18h31 Brasília)
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Análise: Os efeitos da onda de violência no mapa da paz
Soldado israelense na Cisjordânia
Soldado israelense na Cisjordânia
O plano de paz para o Oriente Médio, aceito por israelenses e palestinos no início do mês, enfrenta grandes problemas após a onda de violência que deixou 60 mortos na semana passada.

Nesta segunda-feira, um encontro entre representantes egípcios e líderes de grupos militantes palestinos, como o Hamas e a Jihad Islâmica, terminou sem avanços na Cidade de Gaza.

O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, também está em Gaza para tentar convencer os militantes a aceitarem um cessar-fogo com Israel. O fim da violência cometida por esses grupos é uma das condições da implementação do plano de paz.

James Reynolds, o correspondente da BBC em Jerusalém, avalia as implicações da última onda de violência em Israel no plano de paz.

O plano de paz é recuperável?

Isso não está claro. Ninguém declarou ainda que ele está morto.

Os negociadores ainda estão trabalhando nele. Esse é o único plano de paz disponível no momento – a comunidade internacional não vai querer desistir dele ainda.

Mas os que estão envolvidos na implementação do plano de paz sabem que, nos últimos anos por aqui, nenhum plano sobreviveu a períodos prolongados de violência.

Como ele pode ser colocado de volta no caminho certo?

Muito depende do que a Casa Branca fizer.

O enviado especial do presidente George W. Bush, o ex-embaixador John Wolf, está aqui. Ele deve observar a implementação do plano de paz.

Muitos vão esperar para ver se ele tem poder suficiente para forçar os dois lados a cumprirem suas obrigações determinadas no acordo.

Qual a posição de Sharon agora?

Essa é uma pergunta fascinante. Um comentarista israelense o chamou de "Mr. Ariel e Dr Sharon" (um trocadilho com o personagem de dupla personalidade Dr. Jekyll And Mr. Hyde, o médico e o monstro).

Parece que existem dois Sharons. Um que fala sobre o fim da ocupação e do conflito e que destruiu partes de acampamentos israelenses. E há o Sharon que está engajado na briga com o Hamas em Gaza.

Muitos acham difícil conciliar os dois. Basicamente, muitos israelenses acreditam que o foco dele é a segurança. Se isso significar acabar com o Hamas e deixar de lado algumas exigências do plano de paz, que assim seja.

Ele está mais fraco por causa de seu apoio a um plano de paz que já começa a falhar?

Parece que não, apesar de ainda ser muito cedo para dizer.

Muitos estão céticos quanto à posição de Sharon no plano da paz.

Mas, cada vez que ataques suicidas acontecem, a população tende a se reunir ao redor dele.

Muitos israelenses acreditam que não há ninguém mais com quem contar quando Israel está sendo atacado.

Sharon ainda não tem rivais em Israel como o líder "quebre o vidro em caso de emergência".

Onde entra Arafat em tudo isso?

Parece que ele quer ter um papel central.

Depois da explosão no ônibus em Jerusalém, ele fez apelos públicos por um cessar-fogo – meia hora antes da declaração parecida de seu rival, o novo primeiro-ministro Mahmoud Abbas.

Arafat foi deixado de lado por Israel, pelos Estados Unidos e pelos negociadores do plano de paz. Mas o acordo não fez nenhum progresso sem ele.

Então, ao fazer um pedido público de cessar-fogo depois da bomba, ele está efetivamente dizendo que o plano de paz não pode funcionar sem ele, que ele é o único líder com a capacidade de conseguir um cessar-fogo.

Será que o Hamas vai apoiar o plano algum dia?

Não parece que isso vai acontecer.

O Hamas está comprometido com a criação de um Estado islâmico único em todo território israelense, Faixa de Gaza e Cisjordânia. O mapa da paz fala de uma solução com dois Estados.

Mas os negociadores da paz esperam que o Hamas seja persuadido a aceitar um cessar-fogo durante as fases iniciais do plano, dando chance para que o primeiro-ministro palestino obtenha concessões de Israel.

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