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Palestinos e israelenses devem se encontrar novamente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes israelenses e palestinos retomaram neste sábado o diálogo sobre segurança na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. O encontro, que durou três horas, foi o primeiro contato público entre os dois lados desde o recente ciclo de violência, que esta semana deixou cerca de 60 mortos em Israel e nos territórios palestinos. O general israelense Amos Gilad – coordenador de atividades israelenses em território palestino – disse ao ministro da Segurança palestino, Mohammed Dahlan que a violência de militantes deve ser contida antes que Israel comece a se retirar dos territórios ocupados. Dahlan respondeu dizendo que a forma mais efetiva de Israel garantir segurança é acabar com a ocupação e parar de assassinar militantes palestinos e destruir suas casas. Encontro Os dois lados concordaram em se encontrar novamente em breve, mas a data ainda não foi definida. O encontro aconteceu no momento em que o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, John Wolf, chegou a Jerusalém. O correspondente da BBC em Jerusalém, David Chazan, afirmou que Wolf ficará satisfeito com a realização do encontro, mas que qualuer oferta israelense de retirada de Gaza não deve satisfazer os palestinos. Para ele, apesar do encontro, há pouco otimismo no país. Mais cedo, houve dúvidas sobre se o encontro seria ou não realizado. O ministro palestino da Informação, Nabil Amr, disse que a Autoridade Palestina está pronta para assumir a responsabilidade pela segurança em qualquer área a ser desocupada por Israel. Na sexta-feira, helicópteros do Exército israelense voltaram a bombardear a Faixa de Gaza, poucas horas depois de suas forças terem matado um militante do Hamas e ferido outros 26 palestinos. Não há informações de baixas no mais recente ataque – o sétimo contra integrantes de grupos islâmicos nesta semana. Os ataques aconteceram poucas horas depois que o secretário de Estado americano, Colin Powell, fez um apelo para Israel moderar sua resposta a ataques palestinos. A vítima desta sexta-feira foi Juad al-Lidawi, que fazia parte do braço armado do Hamas. Calma Segundo um correspondente da BBC em Gaza, o carro em que Al-Lidawi estava explodiu perto da casa do xeque Ahmed Yassin, líder do braço armado do Hamas. Três pessoas estariam dentro do veículo. Os ataques dos últimos dias foram resposta a um atentado contra um ônibus que deixou pelo menos 16 mortos em Jerusalém. Nesta sexta-feira, Colin Powell havia dado uma entrevista pouco antes a repórteres em Washington pedindo calma a Israel. "Estamos todos ansiosos para ver moderação e entendemos que é importante combater o terror", disse. Compromisso Powell também afirmou acreditar que líderes dos dois lados (palestinos e israelenses) ainda estão comprometidos com o plano de paz proposto pelos Estados Unidos, ONU, Rússia e União Européia. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia defendido que tropas de paz fossem enviadas à região, mas a idéia parece não ter decolado em Washington. Powell deixou a proposta de lado ao dizer que o principal a ser feito era os dois lados começarem a cumprir suas obrigações. Ao ser questionado sobre o motivo de não ter repetido suas críticas aos ataque de helicóptero de Israel, Powell deu a entender que deveria ter criticado de forma privada. |
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