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Fatah se junta a grupos militantes e anuncia trégua
A facção Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, se juntou aos grupos militantes Hamas e Jihad Islâmica e anunciou a suspensão imediata dos ataques contra Israel. Enquanto a Fatah anunciava sua participação no cessar-fogo, tanques israelenses iniciaram a retirada dos territórios palestinos no norte de Gaza, de acordo com o plano de paz dos Estados Unidos. Esperava-se que o Fatah fizesse o anúncio da suspensão de ataques por três meses junto com o Hamas e a Jihad Islâmica, mas sua declaração foi atrasada por causa de divergências dentro do movimento. Mais cedo, um porta-voz do primeiro-ministro isralense Ariel Sharon, afirmou que a trégua anunciada pelo Hamas e a Jihad Islâmica vai ser ignorado por Israel. Mas, os Estados Unidos afirmaram que a medida foi um ''passo na direção certa''. Condições Ainda neste domingo, o líder palestino Yasser Arafat enviou seu negociador chefe, Saeb Erekat, para tentar convencer o líder da Frente Popular para Libertação da Palestina, Ahmad Saadat, a assinar também o cessar-fogo. Saadat está preso. Depois da reunião, Erekat declarou que a Frente Popular para Libertação da Palestina não vai assinar o cessar-fogo mas se comprometeu a não desrespeitar a trégua. O anúncio conjunto do Hamas e da Jihad Islâmica afirma que os dois grupos se comprometem a suspender os ataques contra alvos isralenses por três meses, uma trégua com início imediato. Entretanto, a trégua contém uma série de condições, incluindo a interrupção das operações militares israelenses em áreas palestinas, o fim das mortes de militantes e da demolição de casas palestinas. Os últimos acontecimentos coincidem com o progresso nas negociações entre oficiais de segurança palestinos e israelenses, para determinar os detalhes da retirada de Israel de partes de Gaza, o que deve ocorrer nos próximos dias. Israel vem rejeitando a proposta de trégua, afirmando que é uma proposta ''sem valor''. O governo israelense está pressionando a Autoridade Palestina para que dissolva os grupos militantes. Mas, a porta-voz da Casa Branca, Ashley Snee, declarou que ''qualquer coisa que reduza a violência é um passo na direção certa''. ''Segundo o plano de paz americano, as duas partes têm a obrigação de desmantelar a infra-estrutura terrorista. Há mais trabalho a ser feito'', afirmou. Reunião Ainda neste domingo a assessora nacional de Segurança dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Rice e Sharon discutiram o plano de paz para a região, mas os detalhes da conversa não foram revelados. No sábado, Rice já havia discutido o plano de paz com o primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen) na Cisjordânia. Segundo os representantes palestinos, a conversa com Abbas teria sido "muito positiva". Neste fim-de-semana, grupos militantes palestinos também disseram que estavam próximos de anunciar uma trégua de três meses em ataques contra Israel. Entretanto, pelo menos três grupos radicais palestinos disseram que não apoiarão o cessar-fogo. Os israelenses querem que esses grupos sejam desmantelados. A reunião de Rice com o primeiro-ministro palestino Abbas, em Jericó, na Cisjordânia, durou cerca de quatro horas. Segundo o ministro-chefe do gabinete da Autoridade Palestina, Yasser Abed Rabbo, a reunião de Abbas com a representante americana foi "muito positiva" e ela estaria "ciente" das exigências palestinas. |
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