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Israel diz que inicia retirada de Gaza na segunda-feira
O Exército israelense anunciou que pretende iniciar a retirada de suas tropas de algumas áreas da Faixa de Gaza e da cidade de Belém, na Cisjordânia, a partir de segunda-feira. A medida é uma das propostas previstas no plano de paz para o Oriente Médio, que prevê o fim dos atentados contra Israel e a retirada das tropas israelenses das áreas palestinas ocupadas desde o início da Intifada (levante palestino), em setembro de 2000. Os Estados Unidos receberam a notícia do acordo para o início da retirada como "um primeiro passo conjunto significativo" para a implementação do plano de paz. "Isso é muito positivo", disse o secretário de Estado americano, Colin Powell. "Reflete o tipo de movimento que o presidente (americano, George W. Bush) e outros líderes têm pedido." Nova ordem O acordo para a retirada determina que as forças de segurança palestinas passarão a ocupar as áreas abandonadas pelas tropas israelenses e, portanto, devem evitar a realização de ataques de militantes extremistas. A nova ordem deve ser aplicada tanto nas regiões ocupadas pelo Exército de Israel na Faixa de Gaza quanto em Belém. Autoridades israelenses afirmam que o acordo é uma chance para que as forças de segurança palestinas impeçam ataques a Israel sem que o Exército precise realizar operações específicas contra líderes militantes de grupos radicais. As tropas israelenses, no entanto, devem permanecer ao redor de assentamentos judeus na Faixa de Gaza, onde serão criadas zonas separadas para as forças israelenses e palestinas. Visita Neste sábado, a conselheira nacional de Segurança dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, inicia uma visita ao Oriente Médio, onde se encontra com os líderes de palestinos e israelenses. De acordo com o repórter da BBC em Washington Michael Buchanan, a Casa Branca está ansiosa para garantir o sucesso do governo do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas - também conhecido como Abu Mazen. Condoleezza Rice deve pressionar o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, a adotar medidas contra os assentamentos ilegais na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e a impedir os ataques contra alvos palestinos. Na véspera da chegada de Rice à região, militantes palestinos indicaram que estão dispostos a aceitar um cessar-fogo de três meses. O líder espiritual do grupo Hamas, xeque Ahmed Yassin, disse que a organização decidiu suspender as "operações de combate" contra os israelenses. Yassin afirmou que isso não significa um cessar-fogo formal e que o Hamas ainda está trabalhando em um comunicado conjunto com outras facções palestinas. O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou que só vai poder comentar um cessar-fogo quando a trégua for oficialmente declarada. Em Israel, no entanto, um membro do governo declarou que um cessar-fogo do Hamas não "vale o papel em que está escrito". |
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