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Abbas chega a Gaza para negociar com grupos palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas – mais conhecido como Abu Mazen – chegou nesta segunda-feira à Cidade de Gaza para negociações com grupos militantes. O encontro, o primeiro desde a cúpula de paz que ocorreu no início do mês, tem o objetivo de convencer os militantes palestinos a aceitarem um cessar-fogo com Israel, depois de uma semana de violência que matou 60 pessoas dos dois lados do conflito. As negociações entre representantes do governo egípcio e de grupos palestinos, que tinham o mesmo objetivo, terminaram também nesta-segunda feira sem avanços. Os egípcios tentavam convencer os líderes de grupos palestinos a aceitarem um cessar-fogo com Israel. Representantes de 13 grupos, incluindo o Hamas, Jihad Islâmica e Fatah participaram do encontro, na Cidade de Gaza. Condições De acordo com o representante da Jihad Islâmica, Sheikh Abdalla Al-Shami, os grupos palestinos reafirmaram "a necessidade de destacar a ocupação (israelense) e o compromisso do povo palestino com a opção da resistência". O ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, disse que não espera a resposta do Hamas – apontado por Israel e pelos Estados Unidos como o grupo mais perigoso – até terça-feira. "Nós certamente não queremos discutir nada agora que possa afetar negativamente nosso esforço", disse Shaath, após um encontro com ministros das Relações Exteriores da União Européia, em Luxemburgo. Um dos líderes do Hamas Ismail Abu Shanab disse que o grupo quer "continuar na resistência". Mas o fundador e líder espiritual do grupo, Sheikh Ahmed Yassin, afirmou que o Hamas ainda está preparando sua resposta ao encontro. O Egito vem sugerindo o cessar-fogo de grupos palestinos em troca do fim da prática israelense de assassinar suspeitos militantes e atacar suas casas, como aconteceu na semana passada, com uma série de ataques a integrantes do Hamas. Ataques Tanto o Hamas quanto a Jihad Islâmica teriam indicado que podem suspender os ataques suicidas se Israel acabar com este tipo de prática. "Sempre foi nossa posição e a do Hamas manter civis fora da guerra se Israel parar com suas incursões e assassinatos", disse Mohammad Al-Hindi, da Jihad Islâmica. Mas ele afirmou que os grupos continuam defendendo seu direito de atacar colonos judeus e soldados israelenses, uma posição que o governo de Israel não aceita. O ministro das Relações Exteriores israelense, Silvan Shalom, disse que se houver qualquer cessar-fogo, terá que ser permanente para que os palestinos não possam "retomar a violência depois de aproveitar a trégua para reconstruir suas forças". O governo israelense também defendeu sua posição de assassinar membros do Hamas, que chamou de "bombas relógio". Para o correspondente da BBC em Jerusalém Jonny Dymond, a retirada de Israel da Faixa de Gaza – uma das condições previstas no plano de paz, aceito por palestinos e israelenses – não deve acontecer se não houver um cessar-fogo. |
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