Forças pró-Rússia cercam base naval na Crimeia e exigem rendição de ucranianos

Crédito, REUTERS
Milícias pró-Rússia cercaram uma base aérea ucraniana na Crimeia, a região da Ucrânia que recentemente optou, em um referendo, em ser anexada pela Rússia.
Os combatentes lançaram um ultimato exigindo que as tropas ucranianas se rendam e deixem a base de Belbeck.
O enviado da BBC à Crimeia, Ian Pannell, disse que os militares ucranianos possuem poucas armas e estão se armando também com paus.
Um comandante dos milicianos que não quis se identificar disse à BBC que suas forças desejam a paz, mas acrescentou que as tropas ucranianas devem deixar o local porque "toda a Crimeia agora é russa".
O impasse acontece poucas semanas após forças pró-Rússia terem atacado a base e assumido o controle de suas áreas essenciais, fazendo com que os soldados ucranianos tivessem de recuar para o edifício administrativo e para os alojamentos do local.
Outro ataque
Em outro desdobramento, manifestantes pró-Rússia atacaram base naval no oeste da Crimeia, a região da Ucrânia que recentemente optou, em um referendo, em ser anexada pela Rússia.
Centenas de pessoas que não estavam armadas atacaram a base de Novofedorivka
Os manifestantes destruíram janelas durante o ataque. Os soldados ucranianos se viram obrigados a se refugiar atrás de barricadas e arremessaram bombas de gás lacrimogêneo em direção à multidão.
Histórico recente
Após a realização do referendo em que cerca de 95% dos eleitores teriam optado pela anexação pela Rússia, o parlamento da Crimeia, em um comunicado divulgado há pouco menos de uma semana, se declarou formalmente independente da Ucrânia e pediu que a Crimeia fosse incorporada ao país vizinho.
Pouco depois, o presidente russo, Vladimir Putin fez um pronunciamento transmitido pela TV e perante as duas casas do Parlamento de seu país no qual abriu caminho para o processo de anexação da região autônoma pertencente à Ucrânia.
De acordo com Putin, o referendo e a decisão do Parlamento da Crimeia representaram a correção de uma "injustiça histórica".
A Crimeia foi parte da Rússia até 1954, quando o líder soviético Nikita Khrushchev decidiu devolvê-la à Ucrânia.
Cerca de 58% dos habitantes da península são de etnia russa. Os demais moradores da região são, em sua maioria, ucranianos e há ainda uma minoria tártara.












