Exército do Paquistão ataca cidade-chave para Talebã

Tropas paquistanesas estão tentando tomar o controle da cidade de Kotkai, no Waziristão do Sul, cidade tida como chave para os militantes do Talebã no país.
O Exército afirma já ter assumido o controle das montanhas em volta de Kotkai, onde mora Qari Hussain, suspeito de ser o responsável pelo treinamento de homens-bomba do Talebã.
Segundo o exército, cerca de 100 mil civis já fugiram da zona de conflito. Militares afirmam que, até agora, já foram mortos 80 militantes. O Talebã, por sua vez, diz que não sofreu nenhuma perda.
Há informações de que, durante as batalhas da noite, as tropas do governo chegaram a tomar o controle de Kotkai por um curto período. Acredita-se que o líder do Talebã Hakimullah Mehsud também more na cidade.
Nesta terça-feira de manhã, no entanto, o Talebã lançou um grande ataque na região, destruindo barreiras de segurança do Exército e matando sete soldados, afirmam autoridades locais.
As autoridades dizem que quatro integrantes do Talebã também foram mortos.
As informações da frente de batalha são escassas, já que as autoridades proibiram o acesso de jornalistas ao Waziristão do Sul.
Êxodo de civis
Os combates continuam na região com o uso de armas pesadas tanto por parte do Exército como por parte do Talebã, afirma o correspondente da BBC Syed Shoaib Hasan, nos arredores.
O Exército ergueu barreiras de segurança em Manzai, no oeste, Jandola, no leste, Razmak, no norte e Wana, no sudoeste.
Os militares afirmam ter usado helicópteros para distribuir panfletos pedindo aos líderes tribais da região que ajudem no combate ao Talebã, mas os civis continuam fugindo da região.
Acredita-se que entre 8 mil e 10 mil pessoas venham a se registrar como deslocados internos por causa do conflito, segundo informaram à BBC fontes dos serviços de bem-estar social do Paquistão.
Essas fontes também alertaram para a dificuldade de se erguer campos de refugiados para os deslocados.
A falta de fichas de registro e os rígidos costumes locais estão dificultando o atendimento e a acomodação desses refugiados, dizem os serviços sociais.












