Líder da oposição a ex-premiê sofre atentado na Tailândia

O líder de uma onda de protestos que, no ano passado, ajudou a derrubar aliados do ex-primeiro-ministro da Tailândia, Thaksin Shinawatra, sofreu um atentado a tiros e foi gravemente ferido, nesta sexta-feira, em Bangcoc.
Segundo a polícia, o empresário de mídia Sondhi Limthongkul, do partido Aliança do Povo para a Democracia (PAD), estava em seu carro quando foi cercado por homens armados com fuzis AK-47 e M-16, que teriam disparado até cem tiros contra o veículo.
Médicos que atenderam Sondhi disseram ter removido com sucesso um fragmento de bala de seu crânio, e afirmaram que ele não corre risco de vida.
Ao lado do ex-general Chamlong Srimuang, o empresário havia liderado o movimento dos chamados "camisas-amarelas", cujos protestos foram centrais na época do golpe militar que retirou Thaksin Shinawatra do poder, em 2006.
Sob a liderança de Sondhi, os "camisas-amarelas" retornara às ruas no ano passado para pedir a renúncia do então primeiro-ministro Somchai Wongsawat, aliado de Shinawatra.
Em meio à onda de protestos, a Corte Constitucional do país determinou a dissolução do partido de Wongsawat e seu afastamento da política por cinco anos.
Violência recente
Nas últimas semanas, no entanto, simpatizantes de Thaksin, usando camisas vermelhas, realizaram vários protestos pedindo a renúncia do atual primeiro-ministro, Abhsit Vejjajiva, e a realização de novas eleições.
Os manifestantes forçaram o cancelamento de uma reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), invadindo um centro de conferências no resort de Pattaya, no litoral tailandês.
Na última segunda-feira, eles entraram em confronto com policiais em Bangcoc.
Os "camisas-amarelas" não estiveram envolvidos na recente onda de violência. Mas segundo o correspondente da BBC em Bangcoc, Alastair Leithead, o atentado contra Sondhi levantou o temor de que seus aliados voltem às ruas e se enfrentem com os "camisas-vermelhas".












